Europa: o que se sabe sobre onda hacker contra geladeiras de supermercados

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

Uma onda de supostos ataques hackers contra sistemas de refrigeração de supermercados na Europa atingiu ao menos 9 países nessa segunda-feira (2/11), elevando a temperatura de refrigeradores para até 50°C, e fazendo com que algumas lojas tivessem que descartar alimentos ou retirá-los preventivamente dos freezers.

Grandes redes como Carrefour, Ahold Delhaize, Coop, SuperValu, Intermaché e Ica relataram sistemas de refrigeração afetados, no que o comissário de e agricultura da União Europeia, Christophe Hansen, classifica como uma “tentativa deliberada” de interromper a cadeia de abastecimento alimentar e “minar a confiança dos consumidores nela”.

Os seguintes países tiveram lojas ou supermercados afetados nas invasões: Hansen afirma que “a segurança alimentar na União Europeia não está, no momento, em risco; contudo, o desperdício de alimentos e o impacto sobre as empresas são reais”.

Na Bélgica, o Centro de Cibersegurança da Bélgica confirmou à imprensa belga que tem conhecimento de incidentes contra sistemas de refrigeração, e que a Procuradoria Federal abriu investigação sobre o caso. Foram afetadas lojas das redes Carrefour, Delhaize, Intermaché, entre outras.

Na Suécia, a maior rede de supermercados – Ica, confirmou que os ataques afetaram um número de lojas, sem especificar quantas. A Coop também informou que incidentes afetaram freezers que chegaram a bater 50 °C.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética abriu uma investigação. “O Centro Nacional de Segurança Cibernética está monitorando os incidentes que afetaram os sistemas de congelamento e refrigeração no comércio de alimentos.

O centro está em contato com as empresas afetadas e também troca informações com seus pares em diversos países nórdicos e outros países europeus”, informou a pasta. Na Itália, a Agência Nacional de Cibersegurança (ACN) foi comunicada sobre os ataques às unidades Coop.

O governo da Itália realizou uma reunião nesta terça-feira que contou com o subsecretário do Conselho de Ministros, Alfredo Mantovano, e o ministro da Agricultura, Francesco Lollobrigida. “As investigações iniciais revelam que o impacto dos ataques na Itália é, por enquanto, muito limitado: apenas algumas unidades comerciais foram afetadas, em comparação com as milhares presentes em todo o país”, diz o governo italiano em nota.

O texto complementa que ações para mitigar e prever ataques do tipo estão em andamento e conclui que “não há motivo para alarme, mas a máxima atenção permanece por parte de todos os órgãos institucionais competentes”. Nos Países Baixos, ao menos 17 estabelecimentos foram afetados, incluindo açogues e pequenos mercados.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética dos Países Baixos informou que está monitorando a situação de perto, investigando os fatos e trocando informações com empresas afetadas e parceiros internacionais. Também houveram lojas afetadas na  Estônia, Irlanda, Finlândia, Portugal e Luxemburgo.

Há menos de um mês houve também um caso na França em larga escala, no qual cerca de 700 lojas tiveram os sistemas afetados, segundo o governo francês.

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