Após apoiarem eleição de Trump, latinos podem ajudar vitória democrata nas midterms por política migratória

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Fonte da notícia: CBN CBN

Os latinos ajudaram a reeleger Trump para a presidência dos Estados Unidos em 2024. Porém, agora devem desempenhar um papel diferente, pendendo para o outro lado, ajudando a talvez uma vitória dos democratatas nas midterms.

O caminho para a maioria na Câmara dos Representantes dos EUA passa por distritos com grande população latina em estados como Arizona, Califórnia, Colorado, Flórida e Texas. A disputa acirrada pelo Senado no Texas também pode depender dos votos latinos.

De acordo com uma pesquisa do Centro de Pesquisa de Assuntos Públicos da Associated Press-NORC, realizada em outubro, cerca de 6 em cada 10 adultos hispânicos desaprovam a forma como Trump está conduzindo a presidência. Aproximadamente 7 em cada 10 desaprovam seu desempenho na economia.

Um dos pontos que mais chama atenção é a da imigração, com o grande número de imigrantes presos e deportados mesmo com nacionalidade americana, por exemplo. A dúvida dentro da imprensa dos EUA é se eles ativamente participarão favoravelmente aos democratas ou se vão preferir se abster dessa eleições.

Estados se preparam judicialmente para recorrer caso Trump e apoiadores tentem interferir nas midterms, diz TV Votação durante eleições nos Estados Unidos.

TIMOTHY A. CLARY/AFP

A chance de interferência nas midterms nesta terça-feira (3) ou em dias seguintes por parte do governo Trump ou de apoiadores fez os estados já se preparem para evitar um problema maior. Há receio que a situação escale durante a votação, com invasões a locais de votação, por exemplo.

Líderes estaduais e locais têm treinado os mesários e coordenado com a polícia local sobre como reagir caso agentes do ICE ou outros agentes federais apareçam nos locais de votação. Os estados elaboraram previamente possíveis contestações legais antes mesmo de qualquer confronto ocorrer.

Outros contrataram advogados externos de forma preventiva, diz a rede de TV CNN. Estão preparados para recorrer rapidamente aos tribunais e obter alívio imediato ou recursos caso a interferência federal se concretize.

Além disso, as autoridades eleitorais também estão se preparando para o caso de cidadãos, ativistas ou observadores partidários interromperem ou atacarem os locais de votação e apuração dos votos. Na internet, ativistas já estão divulgando alegações antigas de fraude eleitoral e supostos problemas com as cédulas e as urnas eletrônicas.

As autoridades temem que essas narrativas possam se tornar munição para contestar os resultados ou minar a confiança pública no processo eleitoral. Trump e seus aliados continuam a alegar votação generalizada de não cidadãos e fraude eleitoral, inclusive nas eleições de meio de mandato que já estão em andamento.

Eles ameaçaram processar funcionários eleitorais que não garantirem a segurança dos votos ou permitirem que não cidadãos votem e entraram com ações judiciais para restringir a contagem de votos contestados na Califórnia e a certificação dos resultados no Alasca. 'Quanto mais esse tipo de coisa vem à tona, e considerando que se baseia em tanta desinformação ou meias-verdades, mais frustrante se torna', disse Matt Crane à CNN, diretor executivo da Associação de Escrivães de Condado do Colorado e membro do Partido Republicano.

Quase 59 milhões de eleitores votaram antecipadamente em midterms dos EUA Cabine de votação nos Estados Unidos.

CHARLY TRIBALLEAU/AFP Com a abertura das urnas nos Estados Unidos, foram confirmados oficialmente o número de pessoas que votaram antecipadamente nas eleições.

Quase 59 milhões de votos foram computados até às 23h30 de segunda (2). No total, exatamente, foram 58.677.062 votos antecipadamente.

De acordo com dados publicados pelo Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida, 31.897.521 foram votos presenciais antecipados e 26.779.541 foram votos por correspondência. Mais estados americanos têm passado a oferecer votação antecipada nos últimos anos.

O Centro para Inovação e Pesquisa Eleitoral afirma que 97% dos eleitores elegíveis nos EUA vivem em áreas onde essa opção está disponível. A apuração das eleições americanas começa ainda nesta terça-feira (3), logo após o fechamento das urnas, em horários diferentes em cada estado.

Os primeiros resultados devem sair ainda durante a noite. Mas a definição do controle do Congresso pode levar vários dias, principalmente em disputas apertadas e estados com grande volume de votos pelo correio.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante comício no Texas. MANDEL NGAN/AFP

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