Europa deveria ser incluída nas discussões de paz na Ucrânia, diz assessor do Kremlin

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Fonte da notícia: Valor Valor

A Europa deveria ser incluída nas discussões sobre um acordo de paz na Ucrânia, pois sua posição pode ser crucial, afirmou no domingo Yuri Ushakov, assessor do Kremlin. Segundo Ushakov, em entrevista ao correspondente da televisão estatal Pavel Zarubin, os EUA não têm conseguido pressionar Kiev a aceitar um acordo de paz.

“Anteriormente, após o encontro em Anchorage, parecia que a administração dos EUA poderia ditar os rumos e forçar Kiev a acatar. Mas, até agora, isso não funcionou”, disse Ushakov, referindo-se a uma reunião realizada em Anchorage entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

“Isso ocorre porque não basta conversar apenas com Kiev; é preciso dialogar com toda a Europa, que apoia integralmente Kiev.” Após deixar, inicialmente, a tarefa de mediar o fim da guerra da Rússia na Ucrânia a cargo de Trump, a União Europeia (UE) passou a adotar uma abordagem cautelosa em relação à Rússia.

Os líderes do Reino Unido, da Alemanha e da França manifestaram apoio a uma proposta de negociações entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e Putin, visando um cessar-fogo, e indicaram que a Europa desempenharia um papel nesse processo. A Rússia, por sua vez, declarou-se aberta ao diálogo, mas rejeitou a imposição de ultimatos.

Neste domingo (25), Ushakov afirmou que a Rússia está pronta para retomar as negociações de paz trilaterais — envolvendo Ucrânia e EUA — após o Dia da Unidade Nacional da Rússia, celebrado em 4 de novembro. A declaração reforça comentários feitos pelo Kremlin esta semana sobre a disposição de Putin em retomar as negociações com a Ucrânia, mediadas pelos EUA, já a partir do próximo mês.

Na sexta-feira (23), Zelensky informou que negociadores da Ucrânia, da Rússia e dos EUA concordaram em realizar uma reunião de nível técnico na primeira quinzena de novembro, em Abu Dhabi, acrescentando que espera que, na sequência, ocorra um encontro entre os líderes dessas nações.

Ushakov também comentou sobre uma possível reunião entre Putin, o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente dos EUA, Donald Trump, informando que os preparativos já foram iniciados. A reunião proposta deve ocorrer à margem da cúpula da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC), na China, nos dias 18 e 19 de novembro.

Um encontro à parte entre Putin e Trump em Shenzhen não chegou a ser acertado, disse Ushakov. Reuters/Valentyn Ogirenko

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