A Arábia Saudita informou que seu principal aeroporto retomou parcialmente as operações em dois terminais neste domingo, apesar de novas ameaças dos houthis — grupo iemenita alinhado ao Irã — de atacar o local. O reino interceptou, ainda, uma nova onda de mísseis e drones em meio aos confrontos contínuos com o grupo.
Os houthis mantêm ataques diários contra o reino — o maior exportador de petróleo do mundo —, mesmo diante de ofensivas sauditas contra eles. A reabertura parcial do aeroporto ocorre após um ataque letal no início deste mês que forçou a suspensão de suas operações.
O conflito tornou-se um fator de crescente desestabilização na ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, transformando a Arábia Saudita, aliada dos americanos, em um ponto de pressão no cenário mais amplo da guerra. Após as autoridades sauditas anunciarem a retomada parcial das operações no Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, o porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, renovou no domingo um alerta a companhias aéreas, funcionários aeroportuários e viajantes para que evitem o local, afirmando que ele continua sendo um “alvo militar” e que “nunca será seguro”.
No fim de sábado, o aeroporto informou que o terminal 1 seria destinado a voos domésticos, e o Terminal 2, a voos internacionais operados por companhias aéreas nacionais, a partir de domingo. Apesar do anúncio, dados de rastreamento de voos do Flightradar24 mostraram pouco movimento no aeroporto durante o domingo.
O terminal havia interrompido suas operações em 10 de outubro, após um ataque reivindicado pelos houthis que deixou 13 mortos e mais de 300 feridos — o episódio mais letal no reino em mais de uma década. A coalizão liderada pela Arábia Saudita informou, no início deste mês, que os houthis realizaram 20 ataques contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid entre os dias 1 e 11 de outubro.
Explosão no começo de outubro no aeroporto de Riad Redes Sociais via Reuters
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