EUA realizam novos ataques contra o Irã e anunciam ter atingido mais 90 alvos militares

EUA realizam novos ataques contra o Irã e anunciam ter atingido mais 90 alvos militares

Fonte: Bandeira



As Forças Armadas dos Estados Unidos estão realizando novos ataques contra o Irã, informou o Comando Central americano (Centcom) nesta quinta-feira, horas depois de o presidente Donald Trump dizer que o acordo interino firmado entre Washington e Teerã no mês passado para encerrar a guerra no Oriente Médio estava "acabado".

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Segundo o Centcom), uma nova rodada de ataques contra o Irã atingiu aproximadamente 90 alvos militares.

A ofensiva destruiu sistemas de defesa aérea, equipamentos de vigilância costeira, instalações de armazenamento de mísseis e drones, além de ativos navais e estruturas de logística militar ao longo do litoral iraniano.

Na véspera, o comando militar americano já havia anunciado a conclusão de outra onda de bombardeios contra o país, na qual mais de 80 alvos foram destruídos.

“Sob orientação do comandante-em-chefe, forças do Comando Central dos Estados Unidos iniciaram novos ataques contra o Irã para enfraquecer ainda mais sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”, escreveu o perfil oficial do Centcom na rede social X.


“Os Estados Unidos estão responsabilizando o Irã pela recente agressão injustificada contra embarcações comerciais e tripulações civis que navegavam livremente por uma hidrovia internacional vital”, prosseguiu o comando na postagem.


Mais cedo na quarta-feira, Trump havia ameaçado realizar novos ataques contra a República Islâmica durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, na Turquia.

"Vou lhes dar um pequeno aviso de que vamos atacá-los com força esta noite, mas veremos como tudo vai se desenrolar”, disse o americano a repórteres.


Posteriormente, Trump declarou não ter certeza se quer fazer um acordo definitivo com o Irã e que mudou de opinião sobre os líderes iranianos serem razoáveis depois que passou a “conhecê-los melhor”.

Ele ponderou, por outro lado, que não acha que a guerra no Oriente Médio recomeçará.

Fumaça e chamas se elevam após uma explosão em Bandar Abbas , província de Hormozgan, Irã, nesta captura de tela obtida de um vídeo de mídia social divulgado em 8 de julho de 2026.

Mídia Social/ via REUTERS

O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, rebateu as ameaças e as classificou como “uma admissão do fracasso de uma política construída há anos com base na força bruta, sanções e ameaças, que não conseguiu colocar a nação iraniana de joelhos”.


“Com o criminoso e assassino Trump, é preciso falar em sua própria língua; aparentemente, ele entende melhor a linguagem da força!”, acrescentou Gharibabadi em publicação na rede social X.


Na mesma linha, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou após a data de Trump que se dirigir “à nação civilizada e corajosa do Irã com uma linguagem depreciativa não diminuirá sua grandeza”.


“Os iranianos são conhecidos por sua civilidade, cultura e sólidos valores morais.

Não respondemos à vulgaridade com vulgaridade, mas com ação: sem medo e com grande bravura”, prosseguiu em postagem no X.


A guerra no Oriente Médio entrou em uma nova fase de escalada depois que o Irã atacou embarcações que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz entre segunda e terça-feira.

Até então, o conflito dava sinais de desaceleração, após Teerã e Washington terem fechado um memorando de entendimento no mês passado.


Como retaliação, os Estados Unidos revogaram uma licença-geral que permitia a venda de petróleo iraniano e lançaram ataques contra embarcações usadas pela Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo o Comando Central americano, mais de 60 pequenos barcos foram atingidos.


A Guarda Revolucionária respondeu com ataques a instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait e derrubou um drone americano MQ-9 que, segundo o grupo, tentava interferir na operação.