EUA negocia compra de drones interceptores ucranianos para guerra com Irã, diz jornal
Os Estados Unidos e ao menos um país do golfo negociam com a Ucrânia a compra de drones interceptores para a guerra e ataques contra o Irã. A informação é do jornal Financial Times através de fontes da indústria na Ucrânia.
Os países do Golfo vinham utilizando os mísseis Patriot para se defenderem das ondas de drones Shahed iranianos desde o início da guerra entre os EUA e Israel. Só que, com os fortes ataques, os estoques estão diminuindo, e os países estão buscando na experiência ucraniana uma defesa mais barata contra os bombardeios de drones russos.
A Ucrânia foi pioneira no uso de drones interceptores, que custam alguns milhares de dólares, para destruir os russos, lançadas contra cidades ucranianas em enxames. Os Shaheds custam apenas US$ 30 mil, enquanto mísseis interceptores como o PAC-3, usado no sistema Patriot, custam mais de US$ 13,5 milhões cada.
Um funcionário ucraniano descreveu as discussões com os EUA como um tópico 'delicado'.
'No entanto, é óbvio que há um crescente interesse nos interceptores de drones ucranianos, que podem interceptar o Shahed a um custo muito baixo', comentou ao jornal.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou na terça-feira (3) que esteve em contato com o xeque Tamim bin Hamad al-Thani, emir do Catar, e com Mohammed bin Zayed al-Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, sobre o uso da tecnologia ucraniana antidrones.
'A experiência da Ucrânia no combate aos drones 'Shahed' é atualmente a mais avançada do mundo. No entanto, qualquer cooperação desse tipo, destinada a proteger nossos parceiros, só poderá prosseguir sem comprometer nossas próprias capacidades de defesa', disse o presidente do país.
França autoriza aeronaves dos EUA de pousar em bases no Oriente Médio
Explosão no Irã após ataque dos EUA e de Israel.
ATTA KENARE / AFP
O Exército da França anunciou a autorização nesta quinta-feira (5) de aeronaves americanas usarem bases francesas no Oriente Médio para pouso. A informação é da agência de notícias AFP.
'Como parte de nossas relações com os Estados Unidos, a presença de suas aeronaves foi temporariamente autorizada em nossas bases' na região, disse uma porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas para a agência.
'Essas aeronaves contribuem para a proteção de nossos parceiros no Golfo', continua.
Nessa semana, depois de uma escalada na guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, o presidente Emmanuel Macron ordenou o aumento no número de ogivas nucleares no arsenal do país após o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
A afirmação foi feita durante um discurso oficial na cidade de Brest.
'Não divulgaremos mais dados sobre nosso arsenal nuclear, ao contrário do que pode ter acontecido no passado', continuou.
A dissuasão nuclear exige 'estrita suficiência', ou seja, um número necessário de ogivas e mísseis, mas sem excessos, afirmou o presidente.
Segundo a imprensa francesa, nos últimos anos, o país reduziu o tamanho de seu arsenal, que agora conta com menos de 300 armas nucleares.
A França afirmou nesta segunda-feira (2) que está 'pronta para participar' da defesa dos países do Golfo, anunciou o ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, em conferência de imprensa.
O ministro expressou o 'total apoio e solidariedade' de Paris aos 'países amigos que foram deliberadamente alvejados por mísseis e drones da Guarda Revolucionária e arrastados para uma guerra que não escolheram'.
Ele citou os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, o Catar, o Iraque, o Bahrein, Omã, o Kuwait e a Jordânia.
Segundo o ministro, no entanto, os ataques 'unilaterais' de Israel e dos EUA no Irã deveriam ter sido debatidos nos órgãos coletivos criados exatamente para esse fim, como as Nações Unidas.
'Todos poderiam ter assumido suas responsabilidades, porque é somente comparecendo perante o Conselho de Segurança (das Nações Unidas) que o uso da força pode adquirir a legitimidade necessária'
Irã afirma que atacou 'grupos separatistas' que pretendiam entrar por fronteira
Ataques dos EUA e de Israel contra Irã.
ALEX MITA / IRIB TV / AFP
Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (5), o Ministério da Inteligência do Irã afirmou que atacou na região das fronteiras ocidentais 'grupos separatistas' que pretendiam entrar no país. Segundo o governo iraniano, esses grupos sofreram 'pesadas baixas'.
A imprensa americana vem destacando que milícias curdas iranianas têm consultado os EUA esta semana sobre a possibilidade e a forma de atacar as forças de segurança do Irã na região oeste do país.
Um dos veículos que abordou o tema foi a agência de notícias Reuters, ouvindo ao menos três pessoas de importância dentro do governo americano.
Autoridades afirmaram para o jornal The Wall Street Journal que Trump conversou com líderes curdos no Irã no domingo (1) e está em contato constante com outros líderes que poderiam se aproveitar da fragilidade do regime.
Segundo o relatório, os curdos possuem forças significativas ao longo da fronteira entre o Iraque e o Irã, e os bombardeios israelenses contra posições no oeste do Irã alimentaram especulações de que o país estaria buscando abrir caminho para um avanço curdo.
Sobre o caso, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que Trump conversou com 'muitos parceiros regionais', mas sem mencionar.=
A declaração do ministério iraniano, divulgada pela mídia estatal, afirmou que as forças iranianas estão cooperando com os 'nobres curdos' para frustrar o plano 'israelense-americano' de atacar território iraniano.
