EUA iniciam ataques para reabrir Estreito de Ormuz, mas isso pode demorar semanas, afirma jornal
Os Estados Unidos e aliados intensificaram nos últimos dias as incursões para reabrir o Estreito de Ormuz. São diversas estratégias sendo realizadas para retirar o controle do Irã da região, segundo o jornal Wall Street Journal.
Entre as ações, o governo americano enviando caças voando em baixa altitude para alvejar navios de guerra iranianos e helicópteros Apache para abater drones iranianos, de acordo com oficiais militares americanos.
Segundo a reportagem, contudo, isso não será uma tarefa fácil e pode demorar semanas. Foi o que concordou o entrevistado da matéria, Narzin Nadimi, especialista em defesa iraniana do Instituto de Washington para Política do Oriente Próximo.
'Apesar dos ataques, acredita-se que o Irã ainda possua um vasto estoque de minas, mísseis de cruzeiro montados em caminhões e centenas de embarcações intactas em instalações escondidas com túneis profundos ao longo da costa e em ilhas. Acho que levará semanas para chegarmos a um ponto em que seja possível operar com segurança no Estreito. Mesmo assim, grande parte do arsenal iraniano sobreviverá', explicou.
As operações intensificadas fazem parte de um plano de diversas fases do Pentágono para reduzir a ameaça representada por navios armados, minas e mísseis de cruzeiro iranianos, que bloqueiam o tráfego naval pelo estreito desde o início de março.
Se a ameaça for reduzida, os Estados Unidos poderão enviar navios de guerra pelo estreito e, posteriormente, escoltar embarcações que entram e saem do Golfo Pérsico.
Nessa quinta-feira (19), os líderes militares americanos afirmaram em coletiva de imprensa que o governo Trump está concentrando esforços em navios lançadores de minas que estão ajudando o Irã a manter o controle sobre o Estreito de Ormuz.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, disse a repórteres no Pentágono que os EUA destruíram 44 navios iranianos lançadores de minas para combater a capacidade de Teerã de minar o estreito e representar uma ameaça para embarcações comerciais que, em grande parte, evitam navegar por ali.
Líder supremo do Irã pede retirada de segurança de inimigos após morte do ministro da Inteligência
Novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
Ahmad Al-Rubaye/AFP
O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, pediu que os inimigos de sua nação tenham a segurança deles retirada. A mensagem mais recente ao público foi feita nesta sexta-feira (20) após Israel matar o ministro da Inteligência, Esmail Khatib.
Khamenei emitiu um comunicado escrito em nome dele, assim como os anteriores, e foi enviado ao presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.
Mojtaba Khamenei não é visto desde que foi nomeado para liderar o país sucedendo o próprio pai, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em um ataque aéreo israelense no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.
A guerra no Oriente Médio entra na terceira semana com ataques em infraestruturas energéticas do Golfo, com novos ataques tanto por parte de Israel como do Irã.
Israel afirmou ter matado Ali Mohammad Naini, porta-voz e chefe do departamento de relações públicas da Guarda Revolucionária Islâmica.
Israel e Irã lançaram novos ataques um contra o outro na sexta-feira, um dia depois de Teerã ter atingido uma refinaria de petróleo israelense e após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter alertado Israel contra novos ataques a um campo de gás offshore iraniano compartilhado com o Catar.
Nesta manhã, a infraestrutura elétrica em Haifa, em Israel, foi alvo de um ataque. As operações foram suspensas, mas devem ser retomadas em poucos dias.
O Ministério do Interior do Bahrein informou que as equipes da defesa civil já extinguiram um incêndio em um armazém de uma empresa, causado por estilhaços de um ataque iraniano.
O barril do Petróleo tipo Brent continua em alta, cotado em cerca de 110 dólares.
