EUA fazem acordo para expandir uso da IA ​​do Google em ações sigilosas do Pentágono

 

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O Pentágono chegou a um acordo para aumentar o uso da inteligência artificial do Google em operações sigilosas, informaram diversos veículos de imprensa dos Estados Unidos nesta terça-feira. A notícia surge em um momento em que as Forças Armadas dos EUA buscam reduzir sua dependência da IA ​​da Anthropic, após a empresa se recusar a permitir que seus modelos fossem usados ​​para vigilância em massa no país ou em operações letais com armas militares autônomas. O Google não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da AFP.

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Em fevereiro, Trump instruiu seu governo a cessar o uso da tecnologia da Anthropic depois que o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, classificou a empresa como um "risco" para a cadeia de suprimentos de segurança nacional, uma classificação normalmente reservada para organizações de países rivais. A Anthropic levou o caso à justiça.

Após a crise da Anthropic, sua rival OpenAI chegou a um acordo com o governo para integrar suas interfaces de IA para uso nesse contexto operacional. Os acordos do Pentágono com fornecedores de tecnologia incluem apenas o uso de ferramentas de IA de maneiras permitidas por lei, segundo relatos.

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Em 2018, após pressão de seus próprios funcionários, o Google se retirou do Projeto Maven, um programa do Pentágono que visava integrar inteligência artificial às operações com drones. Mas, nos últimos anos, o Google passou por uma mudança estratégica, reconstruindo seus negócios militares e competindo por contratos de computação em nuvem para a defesa.