O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, revelou nesta terça-feira (22) que os Estados Unidos irão enviar tropas para o país, que faz parte da OTAN e está próximo da Rússia. Ele faz fronteira com a Bielorrússia, aliada com Vladimir Putin, e o enclave russo Kaliningrado. Segundo Nauseda, as tropas já estariam a caminho. A publicação foi feita nas redes sociais.
Ele ainda agradeceu o presidente americano, Donald Trump. 'A presença militar dos EUA na Lituânia é uma parte indispensável da nossa dissuasão e defesa coletiva', afirmou.
O anúncio acontece logo após uma pressão russa e preparação da Europa para uma possível incursão. A França e Alemanha disseram que drones da Rússia entraram em seu território. Em meio a acusações de fraude, partido de Putin conquista 'número recorde' em eleições, diz agência estatal Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante Fórum Econômico Oriental em Vladivostok. Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP A agência estatal russa RIA anunciou nesta segunda-feira (21) que os resultados preliminares confirmam que o partido de Vladimir Putin deverá vencer as eleições russas, rigidamente controladas, com uma folga considerável. 'O partido Rússia Unida conquistou um número recorde de cadeiras na Duma Estatal em toda a sua história de participação em eleições parlamentares'. Conforme previsto nesse domingo (20), o partido Rússia Unida obteve 57,83% dos votos para as 225 cadeiras distribuídas entre os partidos, de acordo com os resultados preliminares. Isso ocorre com resultados apurados em mais de 95% das seções eleitorais, de acordo com a Comissão Eleitoral Central. Outros 225 políticos foram escolhidos em eleições de voto único, e os resultados mostraram os candidatos do Rússia Unida à frente em 208 dessas eleições. A eleição transcorreu praticamente sem oposição significativa a Putin e incluiu votações em partes de quatro regiões ucranianas ocupadas que a Rússia não controla totalmente. Kiev classificou isso como ilegal e a UE disse que era uma 'violação flagrante do direito internacional'. A mídia estatal noticiou que os outros quatro partidos, que quase sempre votam com o de Putin, tiveram o seguinte percentual: Partido Comunista da Federação Russa - 13,81% Partido Liberal Democrático da Rússia - 8,98% Partido Novo Povo - 7,96% Partido Rússia Justa - pouco mais de 5% O presidente da Comissão Eleitoral Central da Rússia afirmou que a participação eleitoral foi de 59,32%, segundo informações da mídia estatal. Ella Pamfilova acrescentou que os resultados finais serão anunciados em 25 de setembro, segundo a agência TASS, e que o partido de Putin deverá conquistar 355 cadeiras. Mulher vota em eleições parlamentares russas em Donetsk, na Ucrânia. STRINGER / AFP Anteriormente, o partido Rússia Unida tinha 310 cadeiras e precisava de pelo menos 300 para manter sua supermaioria e a capacidade de aprovar mudanças constitucionais sem o apoio de outros partidos. Assim, Putin está prestes a obter uma vitória significativa. Antes das eleições, o líder russo apresentou a votação como um teste de apoio à guerra. A eleição começou na sexta e terminou nesse domingo (20). O presidente Vladimir Putin foi um dos primeiros a votar. A UE classificou as eleições como uma 'farsa', enquanto analistas apontaram para relatos de 'violações eleitorais em larga escala' e alegações de manipulação de eleitores. A Ucrânia também chamou todo o processo de uma 'farsa'. 'Se trata de uma farsa encenada pela potência ocupante, que nada tem em comum com eleições democráticas e não cria qualquer base legal para estender a jurisdição russa a qualquer parte do território ucraniano. A Ucrânia não reconhece nem a realização dessas 'eleições ilegais' nem os seus resultados, que são nulos e sem efeito', afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia em um comunicado.
CBN