O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou que alguns diplomatas e familiares deixem suas missões na Arábia Saudita e planeja retirar familiares de funcionários de várias outras missões americanas no Golfo, disseram autoridades americanas à Reuters. Leia também: FT: Exportações de petróleo do Oriente Médio voltam aos níveis pré-guerra no Irã Presidente do Irã discute esforços de mediação com chefe do Exército do Paquistão Reino Unido mobilizará caças para defender Arábia Saudita de ataques dos houthis
O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou em uma publicação na rede social X que o órgão determinou a saída da Arábia Saudita de "funcionários do governo americano que não desempenham funções essenciais em situações de emergência e seus familiares", em meio a ataques dos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, contra alvos civis no país.
Washington havia enviado novamente parte de seu pessoal diplomático à região nos últimos meses, depois que muitos funcionários foram retirados quando Teerã lançou ataques de retaliação contra instalações americanas, após o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro. "Os houthis apoiados pelo Irã têm intensificado as hostilidades contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas essenciais, que resultaram em mortes de civis e graves interrupções nas viagens", disse Pigott. Quatro autoridades americanas disseram à Reuters que missões dos EUA em outros países do Golfo também determinariam a saída de familiares de funcionários. Pigott não comentou mudanças em outras missões fora da Arábia Saudita. A embaixada dos EUA em Riad emitiu um alerta de segurança nesta quarta-feira sobre a possibilidade de novos ataques dos houthis contra a Arábia Saudita, após recentes ofensivas que deixaram mortos, incluindo um ataque ao aeroporto de Riad.
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