EUA anunciam plano em três fases para a Venezuela, diz Marco Rubio

 

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O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (7) que haverá mais acordos com o governo interino da Venezuela e que a gestão Trump está planejando três fases para a o país latino-americano: estabilização, recuperação e transição.

Rubio disse que é importante começar pela estabilização porque “não queremos que a situação se transforme em caos”. Ele reiterou que o governo acredita ter influência significativa sobre o governo interino da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez.

O secretário descreveu o acordo petrolífero como parte da fase de estabilização, reforçando que o governo esperava em breve poder vender milhões de barris de petróleo venezuelano e gerar receitas, controladas pelos americanos que serão "distribuídas de forma a beneficiar o povo venezuelano".

Já a fase de “recuperação”, segundo Rubio, “visa garantir que empresas americanas, ocidentais e de outros países tenham acesso ao mercado venezuelano de forma justa”. A terceira fase será de transição que, segundo o secretário de Estado, no fim, caberá ao povo venezuelano transformar seu país - mas não deu mais detalhes.

Marco Rubio também disse que os Estados Unidos "prestes a concluir um acordo" para comprar dezenas de milhões de barris de petróleo da Venezuela e "vendê-los a preços de mercado".

Apreensão de petróleo

O principal diplomata dos EUA também confirmou a apreensão de dois petroleiros. Sobre esse assunto, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump "não tem medo" de continuar apreendendo petroleiros sujeitos a sanções, apesar das preocupações de que isso possa aumentar as tensões com a Rússia e a China.

As declarações de Leavitt ocorreram horas depois de as forças armadas americanas assumirem o controle de dois petroleiros, incluindo um navio de bandeira russa que vinham sendo perseguidos há mais de duas semanas. Ela minimizou o risco de que isso provocasse um conflito entre os EUA e a Rússia, argumentando que Trump mantém um bom relacionamento com o presidente russo Vladimir Putin.