Estudo revela que repetições isométricas, sem mover as articulações, aumentam o volume muscular

 

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No mundo do fitness, a crença de que a amplitude completa de movimento é essencial para o ganho de massa muscular era praticamente inabalável.

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No entanto, pesquisas científicas recentes estão desafiando esse conceito, sugerindo que manter os músculos sob tensão, sem movimento, pode ser tão eficaz para a hipertrofia quanto as repetições convencionais.

O estudo, publicado na revista Fisiologia Aplicada, Nutrição e Metabolismo, analisou como as contrações isométricas — aquelas em que o músculo é tensionado, mas não há movimento, como ao fazer uma prancha ou a posição inferior de um agachamento — impactam o crescimento do quadríceps em comparação com o treino de amplitude completa.

O poder da tensão no alongamento

Por anos, os exercícios isométricos foram considerados uma técnica de "segunda categoria" para quem buscava aumentar o tamanho muscular (hipertrofia). No entanto, pesquisadores descobriram que o segredo está no comprimento do músculo sob tensão.

Ao realizar esses exercícios em posições onde o músculo está alongado, os ganhos de massa muscular resultantes podem rivalizar com qualquer rotina tradicional.

A pesquisa revelou as seguintes descobertas principais:

A perna trabalhada isometricamente apresentou um crescimento médio de 1,9%, enquanto a perna trabalhada em amplitude completa de movimento cresceu 0,8%.

Ambos os métodos aumentaram o tamanho do quadríceps de forma semelhante, demonstrando que os exercícios isométricos são uma alternativa viável.

Observou-se uma ligeira vantagem para os exercícios isométricos, particularmente na parte superior da coxa.

Manter a contração em comprimentos musculares longos é fundamental para alcançar a mesma eficácia que uma amplitude completa de movimento.

Uma alternativa para lesões e falta de equipamento

Esta descoberta abre uma porta crucial para atletas com limitações físicas. Como não exigem movimento articular, os exercícios isométricos são apresentados como "uma opção sólida para ganhar massa muscular quando se está lesionado", como destacou a jornalista Kate Neudecker no site especializado que publicou o estudo.

Além de ser uma solução para quem tem pouco equipamento ou espaço, essa técnica permite um treino intenso sem o estresse articular que às vezes acompanha movimentos repetitivos com cargas pesadas.

Detalhes da Pesquisa

Para chegar a essas conclusões, a equipe de cientistas trabalhou com um grupo de 23 homens e mulheres saudáveis ​​com experiência prévia em levantamento de peso. Ao longo de seis semanas, treinando duas vezes por semana, os participantes designaram uma perna para o método tradicional e a outra para o método isométrico.

Enquanto uma perna realizava extensões de joelho até a falha muscular em toda a amplitude de movimento, a outra perna realizava contrações com esforço máximo contra uma máquina estacionária, mantendo o joelho flexionado por aproximadamente 30 segundos. A espessura muscular foi medida antes e depois da intervenção, e constatou-se que o desenvolvimento do quadríceps foi semelhante em ambos os casos.

Embora sejam necessárias mais pesquisas para determinar se existe uma vantagem definitiva em certas áreas da coxa, a conclusão para praticantes experientes de musculação é clara: exercícios isométricos não devem ser negligenciados. Seja para variar a rotina ou por necessidade médica, manter o esforço no ponto de alongamento máximo é uma maneira cientificamente comprovada de construir uma parte inferior do corpo maior e mais forte.