Nova pesquisa, com dados de satélite que retroagem à década de 1970, confirma a grande perda de cobertura de gelo na Groenlândia e na Antártida, as duas maiores áreas com essa característica permanente no planeta. O degelo tem contribuído para o aumento do nível do mar, globalmente. Leia também: Países da AL traçam estratégias para enfrentar diferentes efeitos do El Niño UE criará aliança de seguros climáticos para eventos extremos Himalaia se aproxima de um ponto crítico, colocando em risco o sustento de milhões de pessoas
De acordo com os dados da pesquisa referentes a 27 satélites, entre 1979 e 2023, a Groenlândia e a Antártida perderam, de forma agregada, 11,3 trilhões de toneladas de gelo, o que se refletiu em aumento de 3,14 centímetros no nível marinho global.
O estudo foi feito com base na mais longa série de registros de satélite sobre as mudanças na cobertura de gelo nas duas regiões. A pesquisa foi conduzida por uma equipe internacional de cientistas polares e, na avaliação do grupo, é mais um sinal sobre a mudança climática induzida pela ação humana.
“Para colocar em contexto, 11,3 trilhões de toneladas de gelo se fossem colocadas em um cubo, seria necessário algo com 23 quilômetros de altura”, disse a cientista do clima Inès Otosaka, da Universidade Northumbria, na Inglaterra, a principal autora do estudo publicado nesta quarta-feira no periódico Scientific Data.
De acordo com a pesquisa, cerca de 60% da perda de gelo documentada veio da Groenlândia e 40%, da Antártida, ainda que a ilha ao norte tenha apenas cerca de um oitavo do tamanho do continente gelado, ao sul do globo.
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