Estrada na Zona Sul está há três anos entre as ruas mais perigosas de São Paulo para roubo de motos
A Estrada do Alvarenga, no extremo Sul de São Paulo , é a única via da cidade que está há três anos entre as mais perigosas para roubos de moto. No ano passado, ela foi a segunda colocada do ranking, com 46 casos, somente atrás da Estrada do M'Boi Mirim, também na Zona Sul, que teve um roubo a mais.
Em 2024, foram 61 roubos de moto na via, que ficou na terceira colocação da lista. A Rodovia Anhanguera, com 76 casos, e a Avenida das Nações Unidas, com 64, completaram o pódio. Já no ano anterior, novamente a Estrada do Alvarenga foi a terceira mais violemta para motociclistas, atrás das avenidas das Nações Unidas e Interlagos.
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O que é o Mapa do Crime de São Paulo?
O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio, São Paulo torna públicas as coordenadas e os nomes das ruas das ocorrências. O levantamento cobre roubos ocorridos entre 2023 e 2025. Diferentemente do governo paulista, O GLOBO usou a data do fato — e não a do registro na polícia. Assim, um roubo ocorrido em 31 de dezembro e registrado no dia seguinte é contabilizado no ano correto. Erros de grafia e inconsistências nos dados foram corrigidos com auxílio de inteligência artificial.
Disponível no site do jornal, com acesso pelo computador, celular ou tablet, a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital, com filtros sobre tipos, marcas e cores dos bens subtraídos.
Para usá-la, busque o endereço da sua casa, do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular, de carro, de moto e de rua — esse último inclui carteiras, colares, alianças e relógios levados de pedestres. Cada ponto no mapa corresponde a uma ocorrência e, ao ser clicado, mostra detalhes do crime e dados sobre a rua: total de casos em 2025, série histórica dos últimos três anos, bens mais roubados ali e um mapa de calor com horários e dias de maior incidência. Também é possível refinar as buscas por tipo, marca e cor do bem roubado — para descobrir, por exemplo, quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via — ou navegar por um ranking de ruas.
*Estagiário sob supervisão de Rafael Soares
