Estava pronto? Retorno surpreendente de Arrascaeta no Flamengo envolveu disposição do meia e exceção de Jardim

Estava pronto? Retorno surpreendente de Arrascaeta no Flamengo envolveu disposição do meia e exceção de Jardim - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Aos 18 minutos do segundo tempo do jogo entre Flamengo e Estudiantes, que culminou na eliminação rubro-negra na semifinal da Libertadores, Arrascaeta entrou em campo no Maracanã. Um cenário que parecia improvável após o camisa 10 ter fraturado o punho esquerdo a serviço da seleção uruguaia no final de setembro.

Mesmo assim, ele surgiu como a principal surpresa entre os relacionados por Leonardo Jardim após uma recuperação relâmpago. O meia passou por cirurgia no dia 1º de outubro e a previsão de retorno era de seis a oito semanas, ou seja, apenas no final de novembro.

Porém, voltou exatamente três semanas após o procedimento de correção, e duas após ter reaparecido no Ninho do Urubu — no dia 9 deste mês. A fratura no punho não impediu que Arrascaeta mantivesse o condicionamento físico com trabalhos na academia e até com bola no campo do CT.

No entanto, ela limitava o contato físico mais brusco e não levava a crer que o cenário de um jogo real era seguro. No final das contas, ele utilizou uma imobilização no local e suportou bem a reta final da partida, apesar da falta de ritmo.

Na disputa de pênaltis, ainda converteu sua cobrança. — É difícil falar após uma eliminação, mas muito feliz por poder estar à disposição para os meus companheiros.

Ninguém ficou sabendo, mas eu já tinha treinado muitos dias no campo, tinha feito jogo no campo, me coloquei à disposição para começar jogando, se precisasse. Esperei meu momento para poder ajudar o grupo — garantiu Arrascaeta.

Arrascaeta em Flamengo x Estudiantes PABLO PORCIUNCULA/AFP

O retorno do uruguaio passou por uma exceção aberta por Jardim, que tem exigido que jogadores machucados façam um número suficiente de treinos — mesmo após liberados pelo departamento médico — para ter 100% de condições de jogo. E também por uma estratégia do clube, que escondeu a presença do jogador nas atividades, para surpreender o adversário.

Por se tratar de um ídolo e uma partida decisiva, o português aceitou levar Arrascaeta para o banco de reservas. E fazer dele sua primeira substituição no jogo diante da enorme dificuldade coletiva em ameaçar o Estudiantes ao longo dos 180 minutos da eliminatória.

— Na semana que passou, o Arrasca trabalhou o físico, sem contato. Nesta semana, fez todas as atividades com o grupo.

Dificilmente, ia ser titular por conta do impacto que foi o jogo, e vocês viram como o adversário impactou muito, e como o bloco deles estava baixo. O Arrasca é o melhor que temos para jogar em pequenos espaços, e ele também se disponibilizou desde a semana passada para ser uma solução, se a equipe tivesse necessidade.

Com certeza, se estivéssemos ganhando, não íamos precisar dele. Mas, nessa situação em que estávamos, com um jogador a mais, e havendo muito jogo entrelinhas, ele entrou.

Não fez um excelente jogo, mas tentou ajudar naquilo que foi possível, como todos que entraram — justificou o treinador. A partir de agora, o Flamengo só tem os sete jogos restantes no Campeonato Brasileiro para encerrar a temporada, e não está claro se o meia seguirá à disposição.

A próxima partida será na segunda-feira, às 20h30, contra o Atlético-MG, no Maracanã. Os treinos de sábado e domingo serão decisivos para determinar sua presença.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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