O jogador de futebol Richarlison tem acusado o senador Flávio Bolsonaro (PL) de ter se apropriado de uma ilha comprada por ele em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. O atleta afirma que o parlamentar obteve a posse do imóvel sem pagar por ele e pediu que a Polícia Federal (PF) investigue o caso em um vídeo publicado nas redes sociais durante o último final de semana.
O caso foi retomado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate da TV Globo na noite desta sexta-feira. Debate final: Na TV Globo, Flávio e Lula trocam cobranças e ataques, enquanto buscam explorar pontos fracos do rival
Na plateia: Mãe da menina Ana Clara integra equipe de Lula No relato, Richarlison afirmou que comprou a ilha entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19, em uma parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco.
O atacante disse que recebeu propostas de compra, inclusive do senador, mas que recusou vender ao senador. Posteriormente, a posse passou para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio.
Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o entendimento favorável à empresa de Tomaz, e as ações foram encerradas após a desistência dos autores. — Eu não quis vender a ilha para ele.
Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada (documentação da posse da ilha), e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver.
Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou.
Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada — disse Richarlison no vídeo publicado nas redes sociais.
Lula retomou o episódio durante o debate da TV Globo, descrevendo Richarlison pelos apelidos "pombo", usado durante sua atuação na Seleção Brasileira. O mandatário também disse que o atleta é conhecido como "pai do bebê", em referência a um meme que circula nas redes sociais, criado pelo cunhado de Richarlison, Dudu Daibert.
O influenciador se autointitula como "tio do bebê" ao evitar chamar o filho do jogador, chamado Richarlison Jr., pelo nome. — Eu vi um jogador famoso chamado Richarlison, da Seleção Brasileira, conhecido porque comemorava um gol como se fosse um pombo, e muito conhecido na rede digital como “pai do bebê”.
Ele entrou no SPU há mais de um ano, ficou esperando, e o outro cidadão, que era amigo do meu adversário, advogado, e que tinha indicado o diretor do SPU, que era um coronel, em apenas uma semana conseguiu o título de uma propriedade, uma autorização que o pai do bebê não conseguiu — questionou Lula.
O Globo