Estados americanos acionam Fifa na Justiça por suposta manipulação de preços de ingressos da Copa do Mundo; entenda

Estados americanos acionam Fifa na Justiça por suposta manipulação de preços de ingressos da Copa do Mundo; entenda

 

Fonte: Bandeira



A menos de duas semanas do início da Copa do Mundo de 2026, a Fifa enfrenta uma crescente pressão nos Estados Unidos por causa da política de venda de ingressos para o torneio. A entidade é alvo de ações e investigações conduzidas por autoridades de pelo menos três estados americanos, que questionam possíveis práticas destinadas a elevar artificialmente os preços das entradas.

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Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Sun, procuradores-gerais de Nova York, Nova Jersey e Califórnia pediram explicações formais à Fifa sobre alegações de que a entidade teria restringido a oferta de ingressos e alterado categorias de assentos para aumentar os valores cobrados dos torcedores.

O caso também chegou ao Congresso dos Estados Unidos. Parlamentares manifestaram preocupação com o que classificaram como possíveis práticas enganosas de comercialização, incluindo a criação de uma suposta sensação de escassez para impulsionar a demanda e justificar preços mais altos.

As autoridades de Nova York e Nova Jersey enviaram intimações formais a dirigentes da Fifa para esclarecer as acusações. Já o procurador-geral da Califórnia questionou a legalidade dos mapas de assentos e da forma como os ingressos vêm sendo disponibilizados ao público.

O comissário de Proteção ao Consumidor e ao Trabalhador de Nova York, Samuel AA Levine, afirmou que, caso as denúncias sejam confirmadas, a conduta da entidade poderá representar uma violação das leis de defesa do consumidor da cidade.

A discussão ocorre em meio a críticas de torcedores sobre os custos para acompanhar o torneio. Além dos ingressos, os preços de passagens aéreas e hospedagens em cidades-sede têm sido apontados como obstáculos para quem pretende viajar durante a competição.

De acordo com a investigação do The Sun, alguns estádios americanos ainda apresentam grande disponibilidade de lugares, apesar da proximidade do torneio. Em determinados casos, menos da metade dos ingressos teria sido comercializada.

Um dos exemplos citados é o AT&T Stadium, em Arlington, no Texas, palco de uma das partidas da fase de grupos da Inglaterra. Mesmo com capacidade para cerca de 80 mil espectadores, ainda havia entradas disponíveis em diversos setores. O ingresso mais barato para a partida custava o equivalente a 524 libras esterlinas, cerca de R$ 3,8 mil na cotação atual.

A repercussão do caso é acompanhada com atenção pelas 16 cidades-sede da Copa do Mundo de 2026. Para especialistas e autoridades locais, as investigações poderão servir como parâmetro para avaliar a transparência dos processos de venda de ingressos do maior Mundial da história, que contará com 48 seleções participantes.

Até o momento, a Fifa não se pronunciou publicamente sobre as acusações.