Estado deve receber R$ 526,3 bilhões em investimentos nos próximos três anos; insegurança continua sendo o grande desafio
O panorama de investimentos previstos para o estado no próximo triênio, lançado na manhã desta terça-feira pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), traça um quadro otimista, mesmo em meio à turbulência política dos últimos dias, com a renúncia do ex-governador Cláudio Castro e indefinição sobre a sua sucessão. Os números que serão levados aos candidatos à eleição de outubro, nas diferentes esferas de poder, apontam para uma estimativa de investimento no período de 2026 a 2028 em cerca de dois mil projetos, totalizando R$ 526,3 bilhões.
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Desses, 1.882 projetos, ou seja, a maioria, estão em andamento ou perto de serem iniciados com previsão de investimentos na ordem de R$ 327,6 bilhões. Outros 79 projetos são considerados potenciais, com investimentos de R$ 198,7 bilhões. Trata-se de futuros negócios que ainda dependem de licenciamento, financiamento ou definição de empresa responsável por sua execução.
— Os setores que demonstram maiores perspectivas e maior possibilidade de oportunidades são o de energia, e o de petróleo e gás, principalmente, além da parte de infraestrutura, com ferrovias, como a F118 (Rio-Vitoria, passando pelo Porto do Açu, no norte do estado), as rodovias como BR-040 (ligando Brasília ao Rio) e a BR-116 — apontou o presidente da Firjan Luiz Césio Caetano, que comemorou a nova concessão do Aeroporto do Galeão, realizada nesta segunda-feira, como uma iniciativa positiva para o Rio.
Apesar do quadro otimista, a insegurança continua sendo um dia principais entraves aos novos investimentos. Estudos da Firjan mostram que esse ainda é um grande desafio.
— Segurança pública, de fato, é um fator importante para a decisão de investimento. Temos um estudo recente que mostra que dois em cada três empresários avaliam condições de segurança na hora de tomarem decisão de investimento e esse é um pilar estratégico do estado e do país como um todo. Esse é uma questão nacional que tem muito a ver com o mercado ilegal, que se reflete no roubo de cargas, mas também na recepção, na pirataria e no contrabando — disse Isaque Ouverney, gerente de infraestrutura da Firjan.
Ouverney acrescenta que as formas de combate ao problema virão necessariamente da integração de esforços entre União, estados e municípios, cada um dentro de sua área de competência. Sobre a atual turbulência política do estado, o entendimento da Firjan, é que se trata de uma situação passageira, sem influência em investimentos futuros.
— A crise vai ser resolvida. Ela será breve, porque há prazos que estão sendo definidos e estamos torcendo para que efetivamente acabe rápido e a gente possa trabalhar e mostrar isso que hoje nós estamos trazendo para vocês. Esse é nosso propósito. Trazer perspectivas de oportunidades e de um bom ambiente de negócios — avaliou Luiz Césio Caetano.
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