Esta é a aeronave retida na Argentina após suspeita de que Flávio Bolsonaro tentaria fugir para os EUA Um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, está retido no Aeroporto Internacional Cataratas do Iguaçu, na Argentina.
A aeronave entrou no radar das autoridades após suspeitas de que o senador Flávio Bolsonaro tentaria viajar aos Estados Unidos por meio do avião. Segundo o portal Misiones Online, o jato saiu do Aeroparque Jorge Newbery às 22h14 de segunda-feira (26) e pousou em Foz do Iguaçu às 23h45.
A Administração Nacional de Aviação Civil (ANAC) não autorizou a decolagem para Miami. A partida estava prevista para as 2h30 de terça-feira (27), com quatro passageiros e três tripulantes.
O voo foi cancelado após um dos passageiros enfrentar um problema, segundo o Misiones Online. O episódio teria provocado uma discussão entre o piloto e autoridades locais.
Não há confirmação de que Flávio estivesse entre os passageiros. A Direção Nacional de Migração, a Gendarmaria e a Polícia de Segurança Aeroportuária informaram ao jornal La Nación que não havia registro da entrada do senador na Argentina.
Em comunicado, a Direção Nacional de Migração afirmou que a documentação da empresa estava regular e que nenhum plano de voo incluía a família Bolsonaro. Após perder a eleição presidencial de domingo (25) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro recusou-se a reconhecer o resultado e pediu sua anulação.
Horas depois, o PL (Partido Liberal) reconheceu a derrota. A PF (Polícia Federal) determinou que o senador entregasse seus passaportes em 24 horas e o proibiu de deixar o Brasil, em razão de dois processos judiciais.
Segundo O Globo, ele ainda não havia cumprido a ordem até a manhã de terça-feira. Mais tarde, a PF cancelou os passaportes comum e diplomático, após o prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes expirar às 11h, conforme fontes ouvidas pelo La Nación.
Um dos processos, sob supervisão de Moraes, investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e sonegação cambial envolvendo plataformas de apostas ligadas ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador. O outro, conduzido pelo ministro André Mendonça, apura o financiamento de Dark Horse, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A PF investiga possível participação de Flávio na obtenção de recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master. Fundada em 1996, a Baires Fly é uma empresa argentina de aviação privada e comercial.
Segundo o La Nación, a companhia tem ligações com Sergio Daniel Mastropietro, associado ao empresário Fred Machado, condenado por lavagem de dinheiro nos Estados Unidos. A empresa também tem ligação com Claudio “Chiqui” Tapia, presidente da AFA (Associação do Futebol Argentino), que utiliza suas aeronaves em viagens pessoais e oficiais.
Além destes, o presidente argentino, Javier Milei, também utiliza os serviços da empresa. A companhia passou a ser investigada pela Justiça no fim do ano passado.
Segundo o La Nación, Mastropietro utilizava aeronaves da empresa para movimentar dinheiro ilícito ligado a um esquema de pagamentos superfaturados por medicamentos e propinas na Andis (Agência Nacional para Pessoas com Deficiência). Até o momento, não há confirmação de que Flávio Bolsonaro tenha embarcado no jato ou saído do Brasil.
A investigação sobre a possível viagem aos Estados Unidos continua. Guilherme Xavier é repórter no Núcleo Nacional do portal ND Mais, onde acompanha assuntos de relevância no Brasil e no mundo, incluindo casos de segurança pública, destaques da economia e da saúde e outros temas.
Estudante de Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, atua na área desde 2023 e tem experiência em redação multimídia e produção de conteúdo. Trabalhou em portal de notícias, televisão e setor público, participando da cobertura de eventos culturais.
Monitora as atualizações do cenário político nacional e também participa da cobertura das Eleições 2026 pelo ND Mais. Leia mais ▾
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