Esposa de Stênio Garcia acusa filhas do ator de o impedirem de usufruir patrimônio: 'Crueldade com um idoso de 94 anos'
Marilene Saade, de 58 anos, se manifestou sobre a disputa judicial envolvendo seu marido, o ator Stênio Garcia, de 94.
Em um vídeo postado no Instagram na noite da última quarta-feira (15), a atriz afirmou que ele está sendo impedido de exercer o direito de usufruto sobre parte de seu patrimônio e acusou as filhas, Cássia e Gaya, e a ex-esposa do veterano, Clarice Piovesan, de promoverem uma "injustiça" contra ele.
Procurada pela Quem nesta quinta-feira (16), Sylvia Drummond, advogada que representa as filhas de Stênio Garcia, ainda não se manifestou sobre as declarações de Marilene.
O espaço segue aberto para posicionamento.
No vídeo, Marilene disse que, além de atriz, é advogada formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, e embora nunca tenha exercido a profissão, destacou a sua formação jurídica para justificar o seu posicionamento público sobre o caso.
"Estou vivendo e vendo dentro da minha própria casa uma injustiça, uma falta de ética, uma falta de moral, uma crueldade com um idoso de 94 anos, chamado Stênio Garcia Faro.
Esse homem de bem, que tanto alegrou a casa e o coração de tantas pessoas, está tendo o direito dele de usufruto usurpado pelas filhas e pela ex-esposa", disse.
Segundo Marilene, ao longo da vida, Stênio destinou seu patrimônio às filhas, mas manteve o direito de usufruto dos imóveis e sempre arcou com as despesas relacionadas aos bens.
"Ele sempre exerceu o usufruto.
Foi sempre ele que pagou tudo, sempre foi o provedor delas, inclusive com mesadas muito altas.
Hoje, naturalmente, não está mais trabalhando e vive apenas da aposentadoria, que não cobre todas as despesas de saúde, remédios e alimentação", revelou.
Marilene também criticou a advogada que representa as filhas do ator, afirmando que o Estatuto do Idoso deveria ser observado com maior rigor.
"Ver um idoso de 94 anos, que trabalhou a vida inteira, tendo que lutar para exercer um direito garantido por lei, é algo que me revolta.
Usufruto não se discute.
É o direito de usar, gozar, fruir e dispor", afirmou, contando que atualmente atua na área de defesa dos direitos da pessoa idosa e que não pretende continuar em silêncio diante da situação.
"Sou presidente nacional da pasta dos idosos do Instituto de Combate à Violência Familiar e não vou me calar."
A atriz também rebateu alegações apresentadas durante o processo de que o padrão de vida do casal impediria a concessão da gratuidade de Justiça.
Ela alegou que vários serviços utilizados por Stênio foram e são obtidos por meio de permutas, citando como exemplos a harmonização facial realizada pelo ator, a academia, o salão de beleza e viagens.
De acordo com Marilene, todos esses serviços foram concedidos em troca de divulgação.
"Graças a Deus somos muito benquistos e temos permutas em diversos setores.
Tudo isso foi comprovado no processo e, mesmo assim, a gratuidade de Justiça foi mantida", explicou.
Outro ponto abordado pela atriz foi a casa onde o casal mora atualmente.
Ela afirmou que o imóvel, localizado no Camorim, Zona Sudoeste do Rio, pertence à sua família e está em inventário desde a morte da sua mãe, em 2021.
"Esse patrimônio da minha família está sendo usado para tentar tirar a gratuidade de Justiça de um idoso vulnerável.
Eu não vou permitir que entrem na esfera da minha família para prejudicar os direitos dele", prometeu.
Por fim, Marilene fez um apelo às filhas de Stênio e afirmou que elas também deveriam contribuir com os cuidados em relação ao pai.
"Quando descobrimos que um apartamento havia sido alugado sem a anuência dele, eu liguei para pedir ajuda para pagar o plano de saúde.
Eu vendi muitas coisas minhas, porque quem ama, cuida.
Agora vocês também têm obrigação, como filhas, de dividir essa responsabilidade comigo.
Parem de usurpar o direito de um idoso.
Quem não ama, não cuida", disse.
Assista:
Esposa de Stênio Garcia acusa filhas do ator de o impedirem de usufruir patrimônio
O que aconteceu?
Stênio Garcia busca gerar renda com um imóvel avaliado em cerca de R$ 2 milhões, que ele transferiu para as herdeiras sem abrir mão dos seus direitos do usufruto.
O apartamento estaria sendo habitado pela ex-esposa do ator há cerca de três anos.
No processo, o artista alega que enfrenta dificuldades financeiras desde 2020, quando encerrou seu contrato com a TV Globo.
Desde então, Stênio tem a aposentadoria como a única fonte de renda.
O artista também teria alegado na ação que foi "abandonado" pelas filhas, de quem estaria afastado desde 2023.
A disputa se intensificou depois da divulgação pública das dificuldades financeiras alegadas pelo artista.
As irmãs rebateram as acusações do pai em entrevista recente ao Domingo Espetacular, da Record TV.
"Ele não se encontra em nenhuma condição financeira vulnerável.
Nunca precisou de ajuda nenhuma.
Nem financeiramente, nem emocionalmente.
Ele é um idoso de alto poder aquisitivo", alegou Cássia, na ocasião.
Stênio ainda acusa as filhas de abandono afetivo e afirma que não recebe visitas nem apoio financeiro delas.
"Me incomoda, é muito delicado você ficar assim...
Parece sempre que você está disputando uma posição.
Eu, com 90 e tantos anos, já passei dessa faixa de interesse econômico, financeiro", afirmou ele ao programa.
As duas, contudo, dizem que tentaram contato com o pai há anos.
"Nunca abandonamos ele.
Pelo contrário, o afastamento foi por parte dele.
E, mesmo ele tendo se afastado, a gente nunca deixou de procurar ele em momento algum.
A gente tenta, mas também não consegue falar com ele", afirmou Cássia.
Na entrevista ao Domingo Espetacular, Stênio e a esposa, Marilene, disseram que vivem com o dinheiro da aposentadoria dele, pouco mais de R$ 7 mil por mês, e que o ator tem gastos mensais altos com remédios e tratamentos.
"Me incomoda vê-lo sofrer, vê-lo ter a saúde debilitada demais, demais, demais", afirmou Mari.
