Lucélia Santos tinha 19 anos e “transbordava energia por todos os poros”. Era uma “estrela de nascença”, como descreveu uma reportagem do GLOBO há exatamente cinco décadas.
Naquele 11 de outubro de 1976, o semblante brejeiro da paulista de Santo André — “uma jovem atriz ainda desconhecida do público telespectador” — virou um retrato familiar para brasileiros e, pouco depois, para chineses, russos, ucranianos e gentes de mais de 120 países. Na pele da personagem-título de “Escrava Isaura”, que estreava na faixa das 18h da TV Globo, a artista se consagrou como a primeira brasileira a conquistar amplo alcance no exterior por meio de um folhetim.
Mas não se tratava de um êxito meramente pessoal. Estava ali a cereja de um baita ano para a teledramaturgia nacional, que pela primeira vez exportava as histórias made in Brazil.
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Sim, 1976 foi um ano novelesco. Não à toa, ainda há quem desenrole essas páginas do calendário à procura do que deu tanto fermento à telenovela brasileira.
Fato incontestável: naquele período, cada produção parecia puxar o gênero para lados opostos — e o conjunto, para a frente. Cristalizaram-se no imaginário tramas muitíssimo diversas, todas com particularidades consideradas inovadoras.
A safra inclui, além de “Escrava Isaura”, títulos como “O casarão”, obra de Lauro César Muniz ambientada simultaneamente em três épocas (no dia da estreia, a Globo reprisou o primeiro capítulo, às 23h, após uma enxurrada de telefonemas de quem considerou a obra complexa demais); “Saramandaia”, em que o autor Dias Gomes transportava o realismo fantástico, tão em voga na literatura hispano-americana, para o contexto brasileiro; “Anjo mau”, de Cassiano Gabus Mendes, protagonizada por uma mulher de moral torta e difícil de ser categorizada como mocinha ou vilã; e “Estúpido cupido”, a última novela da Globo gravada majoritariamente em preto e branco, que recuperou os costumes dos anos 1960, tempo suficientemente próximo para ser “reconhecido” e suficientemente distante para alimentar certa nostalgia.
‘Abrasileirar’ e nomes do teatro À luz atual, a combinação de tamanha variedade não se apresenta como coincidência.
Ao contrário. Tratava-se do ápice de um plano de renovação estruturado anos antes dentro da TV Globo e impulsionado, em parte, pela reação criativa à censura imposta pelo regime militar, que em 1975 proibira a exibição da versão original de “Roque Santeiro” (a novela, agora em reprise no Vale a Pena Ver de Novo, só conseguiu ir ao ar dez anos depois, com a abertura política).
— A pluralidade de estilos foi um projeto elaborado em 1974, que teve início em 1975 e explodiu em 1976 — resume José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, então diretor-geral da Globo. — Talvez a revolta com a proibição de “Roque Santeiro” tenha estimulado, de forma inconsciente, um empenho coletivo para provar que a televisão brasileira estava viva e mais forte do que nunca.
Lucélia Santos, em cena da novela 'Escrava Isaura' (1976) Arquivo/Agência O Globo
A cena teatral exerceu papel fundamental nessa virada. Com os tablados e o cinema submetidos a um controle feroz do governo, a televisão, em franca expansão, passou a atrair artistas que até então pouco se aventuravam pelos folhetins, antes vistos com desprezo.
Dias Gomes e Lauro César Muniz já tinham experiência como dramaturgos. Gilberto Braga, que adaptou o romance de Bernardo Guimarães em “Escrava Isaura”, escrevia crítica teatral nestas páginas, no GLOBO.
A ideia de Boni era aproveitar o repertório multifacetado dessa turma que ganhava o pão nas coxias dos teatros para repaginar (e, o mais importante, abrasileirar) uma linguagem ainda marcada pelos dramalhões herdados do rádio e das novelas de matriz cubana e mexicana. Galerias Relacionadas
Ao criar “Estúpido cupido”, Mário Prata não tinha nem aparelho de TV em casa. À época, Regina Duarte perguntou, sem grandes pretensões, se o colega — com quem contracenava na peça “Réveillon”, sob direção de Paulo José — toparia escrever uma história para que ela interpretasse no programa “Caso especial”, da Globo.
Mário aceitou a proposta. E o texto, tcharan, foi parar nas mãos de Boni por intermédio do diretor e ator Zbigniew Ziembinski, outro “nomão” oriundo do teatro que tinha sido absorvido pela TV.
A direção da emissora não achou o conteúdo adequado para as telinhas (havia certo viés crítico, na trama, sobre a idolatria cultivada por fãs). Mas Boni gostou do texto do rapaz, um “cabeludão” com tiara e roupa larga.
E assim surgiu “Estúpido cupido”, com Françoise Forton e Ricardo Blat nos papéis de protagonistas. — Confesso que nunca tinha assistido a uma novela — conta Mário Prata, que vira “apenas alguns capítulos” de “Beto Rockfeller”, em 1968.
— Ninguém, entre os autores chamados para a TV, fazia nada “de propósito”, sabe? Não sabíamos fazer dramalhão. Ao mesmo tempo, não era uma criação tão ingênua, porque todos nós já tínhamos trajetória no teatro.
Mas não existiam oficinas de roteiro ou coisa do tipo, como hoje. O teatro era o nosso departamento.
Dito nas entrelinhas A chegada dessa galera desatou alguns nós no tradicional estilo rocambolesco do gênero.
Antes tão dependente da palavra — herança direta das radionovelas, berço de medalhões como Janete Clair, Ivani Ribeiro e Oduvaldo Vianna —, o texto passou a explorar com mais desenvoltura os recursos da imagem, os silêncios e aquilo que os personagens deixavam, por que não?, subentendido.
A dramaturgia incorporava outras camadas. E, num país onde até diálogos aparentemente inofensivos despertavam a atenção de censores, aprender a “dizer sem dizer” tinha lá sua utilidade.
Ricardo Blat e Françoise Forton, em cena da novela 'Estúpido cupido' (1976) Arquivo/TV Globo
Todo autor conheceu de perto os caprichos da vigilância. Lauro César Muniz lidou com vários cortes em “O casarão”, sobretudo na trama de Lina, interpretada por Renata Sorrah.
A personagem traía o marido e usava anticoncepcional, algo considerado inapropriado pelos militares que estavam no poder. A censura interveio.
Tipificou o adultério como crime no país e ordenou que Lina pedisse, na ficção, a separação. A exigência, ironicamente, deu combustível para uma pressão popular em prol da legalização do divórcio.
Nessa época, Mário Prata precisou viajar 17 vezes a Brasília para prestar esclarecimentos sobre “Estúpido cupido”. Havia um coronel dentro da Globo encarregado de examinar os textos antes das gravações, numa tentativa de antecipar possíveis vetos.
Nem sempre adiantava. Cenas inteiras podiam ser cortadas no dia da exibição, deixando conversas pela metade e comprometendo a continuidade dos capítulos.
Numa das idas à capital federal, depois de tomar um longo chá de cadeira, o novelista recebeu a seguinte orientação: “Coloque mais açúcar nessa limonada.” E só. Ponto final.
Eis que vinham, olé, os dribles. Prata revela que espalhou pela novela referências políticas disfarçadas nos nomes de personagens, numa brincadeira que assustou sua mulher, receosa de que ele acabasse atrás das grades (na trama, o personagem Mr.
Gordon era uma sátira a Lincoln Gordon, embaixador dos Estados Unidos no Brasil nos anos 1960 — nenhum agente percebeu). Influência na sociedade
A efervescência criativa consolidou, assim, um axioma que segue até hoje em vigor: mais do que mero espelho da sociedade, a telenovela pode (ou deve) interferir na tal imagem refletida. Em outros termos, as histórias levavam à sala de estar conflitos familiares, comportamentos e dilemas reconhecíveis pelo público, mas também punham em circulação — de maneira implícita ou escancarada — assuntos sobre os quais o país ainda não havia chegado a um consenso.
Roberto Bomfim e Lucia Alves na novela "O Feijão e o Sonho", de 1976 TV Globo
Como observa a professora e pesquisadora Esther Império Hamburger, da Universidade de São Paulo (USP), a presença de artistas vindos do teatro e do cinema, muitos com formação intelectual e política — não apenas autores e diretores, mas também atores — , dilatou o escopo das produções.
A crítica social se tornou, gradualmente, mais frequente, e as referências literárias ganharam fôlego. Somente em 1976 estrearam títulos como “Escrava Isaura”; “O feijão e o sonho”, versão de Benedito Ruy Barbosa para o romance homônimo de Orígenes Lessa; “Vejo a Lua no céu”, em que Sylvan Paezzo se inspirou em “O intruso”, de Marques Rebelo; e “O julgamento”, da TV Tupi, livremente inspirado em “Os irmãos Karamázov”, de Dostoiévski.
Acaso? Que nada. — Com atuação multimídia e agendas substantivas, vários artistas, muitos com formação universitária, adensaram as pautas da programação televisiva diante da escassez de outras plataformas — analisa Esther sobre o período.
Proximidade com o público Era uma manhã comum.
Numa rua do bairro do Jardim Botânico, na capital fluminense, o ruído crescente dos automóveis se sobrepunha ao canto dos pássaros — e mais um dia começava, tudo igual. Às 7h, Susana Vieira abriu a porta do apartamento onde vivia, no 11º andar de um prédio na Rua Pacheco Leão.
Equilibrava nos braços uma pilha de textos e uma garrafa térmica com café enquanto aguardava o elevador. Até que uma vizinha a surpreendeu com golpes de jornal.
“Você para de dar em cima do meu marido”, exclamava a mulher. A atriz apanhou, caída, até ficar roxa (“Os socos só não pegaram na minha cara, graças a Deus”, recorda-se).
Nos estúdios da TV Globo, mais tarde, recebeu uma advertência por chegar atrasada às gravações da novela “Anjo mau”. E a vida seguiu.
— Foi a coisa mais absurda que já aconteceu na minha carreira — rememora Susana. — Não existia tanta imprensa especializada em TV ou fofoca, e o público acreditava demais no que via na tela.
Era difícil para as pessoas entenderem que nós, atores, não éramos exatamente os personagens. Minha vizinha achou que estava ali o anjo mau, sabe?
Susana Vieira, nos bastidores da novela 'Anjo mau' (1976): atriz era protagonista da trama Alcyr Cavalcante/Agência O Globo
A cena dá a medida da relação extravagante que o público mantinha com as novelas. Numa época sem internet ou streaming, as figuras da ficção pareciam escapar, não raro, da televisão.
Personagens eram amados, odiados e cobrados, às vezes com consequências concretas, duras. No caso de Susana — corpo, rosto e voz de Nice, a estrela de “Anjo mau” —, a personagem atiçava uma mixórdia de sentimentos.
Babá ambiciosa, capaz de recorrer a expedientes pouco recomendáveis para subir na vida, tinha a esperteza de uma vilã, a meiguice de uma mocinha e uma humanidade que dificultava julgamentos definitivos. Havia quem torcesse por ela e quem a condenasse — e tudo ao mesmo tempo (“A gente estava criando uma linguagem, e uma novela era melhor que a outra”, exalta Susana).
Centralidade na cultura Entre autores da Globo, a regra geral era fazer o público encontrar não apenas histórias para acompanhar, mas gente com quem se identificar, ainda que por motivos contraditórios.
A televisão se afastava de vez dos folhetins importados e encontrava nas paisagens, nos costumes e nos paradoxos do país a matéria-prima para suas tramas. A novela “O casarão”, de 1976, teve como tema de abertura a canção “Só louco”, na voz de Gal Costa
TV Globo Havia, porém, uma ironia das grandes.
Alvo da censura, a televisão também se beneficiava dos investimentos em telecomunicações estimulados pela ditadura militar, interessada em integrar o território nacional e difundir uma imagem de modernidade. O sinal alcançava mais municípios, os aparelhos finalmente se multiplicavam nas casas — devido à criação da Zona Franca de Manaus, que barateou os televisores, e créditos para a compra de aparelhos — e os anúncios vendiam sabão em pó, automóveis e eletrodomésticos a uma classe média crescente.
Nas tramas contemporâneas, hábitos de consumo compunham o retrato de um Brasil urbano. A TV se tornava, assim, um poderoso instrumento de aproximação entre brasileiros.
E vitrine das promessas de progresso do regime. — Especialmente nesse período, as novelas conquistaram audiências muito numerosas e diversificadas — aponta Esther Hamburger, autora do livro “Brasil antenado: a sociedade da novela”.
— Há uma combinação inusitada de fatores que forjou essa centralidade, que não foi planejada. Invenção e livre acesso
A engrenagem, nos estúdios televisivos, funcionava com crescente sofisticação. Sob o comando do sociólogo panamenho Homero Sánchez, a Globo incrementava um departamento de pesquisas que combinava medições de audiência e levantamentos sobre os hábitos dos espectadores.
A emissora já sabia, com considerável precisão, quem estava diante do aparelho. Os números, porém, não determinavam os rumos da ficção da mesma forma que costuma acontecer hoje.
— Ao ser convocado para “Estúpido cupido”, perguntei a um diretor da Globo quem iria assistir à minha novela. Ele respondeu que, segundo as pesquisas, era uma mulher entre 34 a 40 anos.
Sabia onde ela morava, que comprava calcinha uma vez por ano... Sabia tudo! Aí perguntei: “Essa mulher tem filhos?”.
Tinha três, entre 7 e 14 anos. Pensei comigo: “Vou escrever para esses garotos” — diverte-se Mário Prata, que, em “Estúpido cupido”, procurou recuperar a ingenuidade da juventude dos anos 1960.
Galerias Relacionadas Havia, afinal, uma disposição para a experimentação.
A ordem era escapar das fórmulas mais gastas do melodrama, apostando em narrativas que surpreendessem o público sem perder de vista a tal identificação com o cotidiano brasileiro. A concorrência com a TV Tupi, também responsável por produções de grande repercussão — entre as quais “Papai coração”, primeira versão da obra que inspirou a recente “Carinha de anjo” (2016-2018), no SBT —, ajudava a fomentar essa busca.
Para o pesquisador Mauro Alencar, tratava-se do auge de um processo de “industrialização e modernização da telenovela brasileira”, iniciado ainda na virada dos anos 1960 para os 1970 e que ergueu os pilares que sustentam o gênero até hoje. — A ordem do dia era o máximo de criatividade, fugir da clássica estrutura do folhetim.
O importante naquele período era contar o Brasil na TV. Vivíamos a nacionalização da telenovela — sintetiza o autor do livro “A Hollywood brasileira: panorama da telenovela no Brasil”.
O elenco da novela 'Papai coração' (1976), da TV Tupi Arquivo/Agência O Globo
A inventividade rendeu frutos duradouros. É impressionante a quantidade de obras exibidas entre 1975 e 1976 que voltariam às telas brasileiras décadas depois, praticamente “exportadas” para dentro do próprio país.
“Anjo mau”, “Saramandaia”, “Escrava Isaura”, “Gabriela” e “A viagem” ganharam versões repaginadas, assim como “O rebu”, que havia terminado em 1975. Há 50 anos, era lançada nas telas a maior quantidade de sementes para remakes igualmente bem-sucedidos (confira detalhes mais abaixo).
Isso explica o tanto de gente, sobretudo quem produz novelas, de olho nesse passado. — É muito difícil comparar épocas.
Mais difícil ainda comparar pessoas e avaliar talentos. Na verdade, o negócio é caminhar para o futuro, mas sem nunca desprezar ou abandonar o que é bom.
Se a qualidade constante é necessária, a renovação e mudanças impactantes são indispensáveis — pondera Boni, ao relembrar as inovações do período. Fenômeno aqui e na China
Mas foi além das fronteiras nacionais que aquela coleção alcançou o feito mais surpreendente. Em 1976, a Globo começou a exportar novelas, inicialmente com produções de anos anteriores: “O Bem-Amado”, de 1973, chegou ao Uruguai; “Gabriela”, de 1975, desembarcou em Portugal.
O passo seguinte foi um salto. “Escrava Isaura” conquistou espectadores em centenas de países, incluindo a China, onde, segundo Lucélia Santos, fitas com os capítulos circularam de província em província.
Em localidades com poucos televisores, famílias se reuniam para acompanhar a jovem escravizada perseguida pelo cruel Leôncio, interpretado por Rubens de Falco. A atriz recorda ter recebido cerca de 300 milhões de votos numa premiação popular chinesa.
— Nem eu nem ninguém daquela equipe jamais imaginou o sucesso que “Escrava Isaura” iria conquistar mundo afora — conta Lucélia. — Acho que a universalidade da trama está no fato de que, em qualquer cultura, em qualquer ponto do planeta, existe alguém oprimindo e alguém sendo oprimido.
Esse é o ponto em que “Escrava Isaura” se tornou imbatível. Histórias que perduram...
A safra de novelas entre 1975 e 1976 é a que rendeu a mais alta quantidade de sementes para remakes. A seguir, veja detalhes:
‘Anjo mau’. No remake de 1997, assinado por Maria Adelaide Amaral, Glória Pires assumiu o papel de Nice, e a personagem ganhou um final feliz — no original, a protagonista morre em decorrência de complicações no parto.
‘Saramandaia’. O realismo fantástico de Dias Gomes voltou em 2013, numa releitura de Ricardo Linhares.
A crítica à ditadura deu lugar a discussões sobre intolerância. Originalmente interpretado por Juca de Oliveira, João Gibão, o protagonista com asas, ganhou a pele de Sérgio Guizé.
‘A viagem’. A trama espírita de Ivani Ribeiro estreou na Tupi em 1975, estendendo-se até o ano seguinte.
Na Globo, ganhou uma versão em 1994, com Christiane Torloni, Antonio Fagundes e Guilherme Fontes. E agora os Estúdios Globo preparam o lançamento de um filme inspirado no folhetim.
No elenco, Carolina Dieckmann, Rodrigo Lombardi e Pedro Novaes, entre outros. ‘Escrava Isaura’.
Em 2004, Bianca Rinaldi protagonizou a adaptação da Record, também dirigida por Herval Rossano. Rubens de Falco, que encarnou o Leôncio de 1976, voltou como pai do vilão.
‘Gabriela’. Sônia Braga eternizou a mais famosa personagem de Jorge Amado em 1975, em uma adaptação assinada por Walter George Durst.
Juliana Paes assumiu o papel da protagonista na versão de Walcyr Carrasco, que foi ao ar em 2012. ‘O rebu’.
O assassinato numa festa movimentou a novela de Bráulio Pedroso, exibida entre 1974 e 1975. À época , couberam a Ziembinski, Bete Mendes, Lima Duarte e Arlete Salles alguns dos papéis principais.
Em 2014, o mistério voltou numa versão com Patrícia Pillar, Tony Ramos, Sophie Charlotte, Daniel de Oliveira e Cássia Kis, entre outros atores. ‘Papai coração’.
Narjara Turetta viveu a pequena Titina na novela exibida pela TV Tupi em 1976, adaptação da argentina “Papá corazón”, de 1973. A história da menina órfã de mãe, criada num colégio de freiras, ganhou outras versões na América Latina, incluindo a mexicana “Carita de ángel” (2000).
Esta, por sua vez, inspirou “Carinha de anjo”, protagonizada por Lorena Queiroz no SBT, em 2016. ‘Pecado capital’.
Francisco Cuoco viveu o taxista Carlão na novela de Janete Clair, exibida entre 1975 e 1976. No remake de 1998, escrito por Gloria Perez, Eduardo Moscovis assumiu o protagonista, enquanto Cuoco retornou como o empresário Salviano Lisboa, antes interpretado por Lima Duarte.
‘Selva de pedra’. Sucesso de Janete Clair em 1972, a novela voltou ao ar num compacto em 1975, após o veto da Censura a “Roque Santeiro”.
Em 1986, ganhou remake com Tony Ramos e Fernanda Torres nos papéis de Cristiano e Simone.
O Globo