Veja como fica o cenário político entre direita e esquerda na América do Sul após a vitória de Lula

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A direita governa sete países da América do Sul, enquanto a esquerda comanda cinco nações no continente, de acordo com o novo balanço, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por 51,79% (64 milhões), contra 48,21% (59 milhões) de Flávio Bolsonaro (PL).

O resultado interrompeu uma sequência de cinco vitórias presidenciais da direita no continente e manteve o Brasil entre os países sul-americanos com governos de esquerda. Antes da vitória de Lula, candidatos de direita haviam conquistado o poder no Peru, na Colômbia, no Chile, na Bolívia e no Equador, ampliando sua presença no continente durante o segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tomou posse em 20 de janeiro de 2025.

Paraguai e Argentina também são governados pela direita.  Após o resultado da eleição brasileira, mais de 40 países manifestaram reconhecimento à reeleição do presidente Lula.

Conforme apontaram lideranças do campo progressista na América do Sul, o resultado da eleição brasileira também é importante para ajudar na preservação da soberania da região.  O atual presidente venceu a eleição em um contexto de mais ingerência dos EUA no continente sul-americano.

O governo Trump tem citado o narcotráfico como justificativa para interferir em países da região. Aliados da gestão liderada pelo presidente Lula denunciam que os EUA querem ingerir ilegalmente no Brasil para estimular mais abertura da economia aos interesses estadunidenses. 

Após a vitória de Lula, Trump questionou a confiança das urnas eletrônicas brasileiras. A estratégia golpista defendida pela extrema direita bolsonarista e trumpista tenta passar para a população a mensagem de que o Judiciário atrapalha o governo. 

Aliados de Trump, o bilionário Elon Musk e o ex-estrategista da Casa Branca Steve Bannon já iniciaram os ataques ao sistema eleitoral brasileiro. Mas, no Brasil, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, defendeu respeito à vontade popular após o resultado da apuração.

O presidente do TSE, Nunes Marques, também reconheceu a vitória de Lula.  

Xadrez político A sequência de vitórias conservadoras começou em abril de 2025, quando o presidente Daniel Noboa conquistou a reeleição no Equador.

Em outubro do mesmo ano, Rodrigo Paz venceu a disputa presidencial na Bolívia. Dois meses depois, em dezembro, José Antonio Kast conquistou a Presidência do Chile. Em junho, Abelardo de la Espriella venceu as eleições presidenciais na Colômbia, enquanto Keiko Fujimori alcançou a vitória no Peru.

Além desses cinco países, a Argentina é governada pelo presidente Javier Milei e o Paraguai por Santiago Peña. A configuração política da América do Sul reúne atualmente sete governos classificados como de direita e cinco identificados com a esquerda.

Além do Brasil, o grupo de esquerda inclui o Uruguai, governado por Yamandú Orsi; a Venezuela, sob Delcy Rodríguez; a Guiana, comandada por Irfaan Ali; e o Suriname, presidido por Jennifer Simons. Foto: Reprodução/IA/247

Presidentes de direita cumprimentam Lula Apesar das diferenças ideológicas, dirigentes de países sul-americanos governados pela direita reconheceram a vitória do presidente brasileiro e enviaram mensagens de congratulação.

Entre os líderes que cumprimentaram Lula estão Keiko Fujimori, do Peru; Abelardo de la Espriella, da Colômbia; José Antonio Kast, do Chile; Rodrigo Paz, da Bolívia; e Daniel Noboa, do Equador. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também parabenizou o petista.

Os contatos ocorreram depois da confirmação do resultado do segundo turno pela Justiça Eleitoral brasileira. O presidente argentino, Javier Milei, ainda não havia se pronunciado sobre a eleição.

Outros chefes de Estado e representantes internacionais também divulgaram mensagens dirigidas a Lula. Imprensa global

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada neste domingo (25), ganhou destaque em veículos de comunicação de diferentes países, destacou a Agência Brasil. Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times deu destaque à vitória do petista e à derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A publicação relacionou o resultado à resistência de Lula ao avanço da direita e mencionou a condenação de seu antecessor pela tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. No Reino Unido, o The Guardian ressaltou o caráter inédito da recuperação eleitoral do presidente brasileiro.

O jornal destacou que Lula conseguiu reverter a desvantagem registrada no primeiro turno, assegurar mais quatro anos no Palácio do Planalto e impor uma derrota à extrema direita representada pelo bolsonarismo. Na Espanha, o El País também concentrou sua cobertura na mudança do resultado entre as duas etapas da eleição.

O veículo chamou atenção para a vantagem superior a 4 milhões de votos conquistada por Lula sobre Flávio Bolsonaro e apresentou o presidente brasileiro como uma liderança de resistência política a Trump. A agência norte-americana Associated Press (AP) abordou o significado internacional da eleição.

Em sua cobertura, interpretou a vitória de Lula como um revés para Trump e para o projeto de ampliação da influência dos Estados Unidos na América Latina. A agência também ressaltou a conquista do quarto mandato presidencial.

Na Alemanha, a revista Der Spiegel repercutiu a decisão dos eleitores brasileiros de manter Lula na Presidência da República. A publicação destacou a continuidade do governo petista e a trajetória do presidente, que conquistou a reeleição aos 80 anos.

A imprensa argentina também acompanhou a votação. O jornal Clarín enfatizou a recuperação de Lula ao longo da disputa e a vantagem superior a três pontos percentuais que garantiu sua vitória sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno.

No Oriente Médio, a rede de notícias Al Jazeera, sediada no Catar, informou que Lula superou o adversário por uma margem estreita e garantiu um quarto mandato sem precedentes na história política brasileira. O veículo fundamentou sua cobertura nos resultados divulgados oficialmente pela Justiça Eleitoral do Brasil.

Veículos como Washington Post e a BBC também divulgaram reportagens após a vitória do presidente Lula.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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