Pesquisadores desenvolveram cerdas que produzem carga elétrica com o movimento da escovação e danificam membranas bacterianas Pesquisadores da Universidade de Pequim desenvolveram uma escova de dentes sem bateria que destrói bactérias ao gerar sua própria carga elétrica durante a escovação, em vez de depender apenas do atrito mecânico.
O trabalho foi publicado na revista Science Advances em 4 de novembro, conforme relatado pela Nature. As cerdas foram produzidas com fluoreto de polivinilideno, um polímero que, após ser esticado e aquecido, assume sua forma piezoelétrica — ou seja, gera carga quando é deformado.
Ao escovar os dentes, as cerdas se dobram e liberam cargas que produzem formas altamente reativas de oxigênio na saliva próxima. Segundo os pesquisadores, essas substâncias danificam as membranas das células bacterianas.
Quando as cerdas relaxam, o material reabsorve as cargas. De acordo com os autores, o dispositivo não danificou a superfície dos dentes e não se mostrou tóxico para células humanas.
O estudo, no entanto, não avaliou a segurança de longo prazo nem o custo de produção. Frank Scannapieco, periodontista e microbiologista da Universidade de Buffalo, em Nova York, afirmou que gerar eletricidade a partir da escovação é uma “nova abordagem para um conceito antigo”.
Ele avalia que o método pode reduzir a placa bacteriana com mais eficiência, mas ressalta que mais testes são necessários para comprovar eficácia e segurança. Escovas com cerdas existem há pelo menos mil anos e dependem principalmente do movimento para romper manualmente a placa, a película de saliva que envolve os dentes e na qual se desenvolvem colônias de bactérias.
A proposta dos pesquisadores chineses representa uma possível reformulação radical do instrumento manual, segundo a publicação científica. *Conteúdo produzido com auxílio de IA sob a supervisão de um profissional do CartaLab.
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