Escolha dos sambas-enredos do carnaval 2027 entra na reta final; ouça os vencedores

Escolha dos sambas-enredos do carnaval 2027 entra na reta final; ouça os vencedores - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

A tradicional roda de samba-enredo do Baródromo, no Maracanã, Zona Norte do Rio, se dedica a temas que fizeram história nos desfiles de carnaval. Na edição do domingo passado, a ordem dos fatores se inverteu: incluído no repertório, o hino que a Mangueira ainda vai defender na Avenida, em 2027, já foi cantado a plenos pulmões. A composição de Lequinho, em parceria com outros cinco autores, havia sido escolhida na véspera, na quadra da verde e rosa. Streamer tem dedo amputado ao pular grade do Rock in Rio: 'Senti que machuquei, mas não sabia que tinha arrancado' 'No mercado, uns riem, outros vendem lenços', diz 'Faraó dos Bitcoins' em depoimento no qual admitiu manipulação de ativos No mesmo sábado, a Mocidade Independente de Padre Miguel anunciou a canção que vai levar para a Sapucaí no ano que vem. Um dia antes, foi a vez da Portela. Até o próximo fim de semana, mais quatro atrações do Grupo Especial terão seus sambas na ponta da língua — e, até o dia 20, as quatro resolvem a questão. É isso mesmo: o carnaval é logo ali. O Paraíso do Tuiuti foi a primeira agremiação a divulgar seu samba, em 31 de julho. Diferentemente das coirmãs, a escola trocou a disputa por uma encomenda aos compositores Claudio Russo, Gustavo Clarão e Luiz Antonio Simas. Na estreia do veterano carnavalesco Renato Lage, o enredo do Tuiuti é sobre Hilária Batista da Silva, a baiana Tia Ciata, matriarca do samba e dos primórdios da Praça Onze. Nove vezes campeão Em Madureira, a Portela consagrou a parceria de Wanderley Monteiro, maior vencedor de sambas na escola: esta foi a nona vez. Integrante da Velha Guarda desde o ano passado, Wanderley se juntou a seis parceiros para compor sua homenagem ao baluarte Mestre Monarco (1933-2021), grande nome e, agora, enredo da agremiação. Condomínio de luxo: imóvel que ocupará terreno da mansão mais cara do Brasil, no Leblon, já vendeu quase todas as casas — Ganhar um samba falando de Monarco e estando na Velha Guarda é representá-la duas vezes dentro do enredo; isso é importante demais — comemora Wanderley. No Palácio do Samba, sede da Mangueira, Daniela Mercury foi pé-quente: coube à cantora baiana defender o samba eleito. Ainda no sábado, em Padre Miguel, o anúncio da escolha da parceria de Paulo César Feital com cinco compositores foi seguido por festa até o amanhecer. O samba-enredo embalará desfile com exaltação da América Latina, em ano de mudanças na Mocidade. A escola passou por troca no posto de rainha de bateria, com Gaby Mendes sucedendo Fabíola Andrade; além de novos carnavalesco, intérprete e porta-bandeira: Jack Vasconcelos, Evandro Malandro e Raphaela Theodoro, respectivamente. Nesta semana tem mais. A Beija-Flor inicia os trabalhos na quinta-feira, quando anunciará sua escolha para o desfile de 2027. O enredo será sobre a pajé Zeneida Lima, velha conhecida dos nilopolitanos: em 1998, o desfile campeão sobre o mundo místico dos Caruanas foi inspirado na biografia da marajoara. — Os sambas finalistas têm aquela força nilopolitana, algo que nós, da equipe de criação, pedimos muito. Pedimos aos compositores que mantivessem aquele “bate no peito”, aquela força que o samba da Beija-Flor tem. Estamos com a expectativa alta, tenho certeza de que vamos ter um dos melhores sambas da safra — aposta o enredista Bruno Laurato, que recebe mensagens de Dona Zeneida opinando sobre os sambas. Tem padre no samba: pároco da igreja de Santo Antônio, em Caridade, no Ceará, está em parceria finalista na Unidos da Tijuca A final da Vila Isabel acontece no dia seguinte: o tema para o enredo sobre o livro “Torto Arado”, de Itamar Vieira Júnior, será anunciado na sexta-feira. Já o sábado será de dose dupla. A partir das 20h30, o Salgueiro — que homenageará Xica da Silva, personagem histórica celebrada em desfile campeão da própria academia do samba, de 1963 — protagoniza sua final. Às 22h, é a vez da Unidos da Tijuca, que levará para a Sapucaí enredo inspirado no livro “A cabeça do santo”, de Socorro Acioli. As quatro restantes No próximo dia 18, a União de Maricá, estreante do Grupo Especial, escolhe o samba que dará o tom do desfile sobre o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997). Na mesma data, a Imperatriz Leopoldinense — que aposta em enredo sobre uma boneca sagrada que passou 30 anos desaparecida em Pernambuco — realizará a sua final. A cada 33 roubos no Rio, somente uma pessoa é presa em flagrante pelo crime, revelam dados do ISP A atual campeã Viradouro, que tem os griôs como enredo, é a penúltima a definir seu samba, em 19 de setembro. E a “saideira”, no dia seguinte, caberá à Grande Rio, que contará na Avenida a trajetória de ex-escravizados em seu retorno ao continente africano e já anunciou sua nova rainha de bateria: a cantora Anitta. Ouça os sambas já escolhidos Mangueira Mocidade Portela Paraíso do Tuiuti

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site O Globo