247 – O entorno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa pela Presidência da República, considera praticamente nulas as chances de sucesso da ação eleitoral apresentada pelo partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
A iniciativa aponta suposto abuso de poder econômico da campanha governista. As informações são da CNN Brasil.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) pede a cassação da chapa Lula-Alckmin sob o argumento de que medidas econômicas anunciadas pelo governo durante a campanha eleitoral teriam produzido vantagens eleitorais para os candidatos à reeleição. De acordo com interlocutores próximos a Flávio, a iniciativa tem como objetivos principais “marcar posição” e “dar satisfação ao eleitorado”, e não representa uma aposta concreta em uma decisão favorável.
Na tarde desta segunda-feira (26), Flávio alterou a estratégia jurídica e desistiu de contestar a validade da votação do segundo turno. Em vez disso, optou por questionar os efeitos eleitorais de uma série de medidas anunciadas durante a campanha.
Entre as iniciativas citadas pelo PL estão a nova tabela do microempreendedor individual (MEI), o perdão de dívidas contraídas por esses empreendedores, o reajuste do Bolsa Família para compensar perdas inflacionárias, a oferta de crédito subsidiado, a disponibilização de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação do Pé-de-Meia e a tarifa zero no transporte público aos fins de semana.
Aliados divergem sobre perspectivas da ação Embora o entorno de Flávio avalie que a ação dificilmente terá resultado favorável, algumas pessoas próximas ao candidato consideram que o processo poderia ganhar força futuramente, a depender do desgaste político de um eventual quarto mandato de Lula.
Aliados diretamente envolvidos na elaboração da Aije, porém, demonstram maior pessimismo. Na avaliação desse grupo, o TSE mantém uma maioria favorável ao governo e deverá continuar com essa configuração.
Esses interlocutores relacionam o cenário à trajetória política recente do país e à permanência do PT na Presidência da República por 17 anos e meio dos últimos 24 anos.
Brasil 247