Um poodle idoso chamado Branquinho morreu depois de ser encontrado enforcado e enterrado vivo em um loteamento novo no bairro Campo da Aviação, em Imbituba, no Sul de Santa Catarina. O cachorro foi resgatado com vida e passou por tratamento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso começou na noite de sexta-feira (23). Uma moradora passava pela rua com o cachorro dela quando o animal foi até um buraco e começou a cavar.
A mulher viu que havia um cachorro enterrado e achou que ele estava morto. Ela foi para casa, mas voltou ao terreno no sábado (24) e encontrou Branquinho ainda vivo.
A moradora chamou uma protetora do bairro Itapirubá, que foi até o loteamento com o veterinário Emanoel, o primeiro a atender o animal. No resgate, as protetoras encontraram uma corda no cachorro.
“Tentaram matar o animal e ele tava vivo”, contou a protetora voluntária responsável pelo projeto Guaipekiinhas, que depois assumiu o caso. Branquinho ficou alguns dias na Clínica Popular do veterinário Emanoel.
Depois, foi atendido por um veterinário da área neurológica e levado para uma clínica parceira das protetoras em Imbituba. Segundo a protetora, o cachorro levou uma pancada, foi enforcado e teve um AVC.
“Esse cachorro sofreu de verdade”, disse. Logo depois, outra moradora encontrou, no mesmo loteamento, um cachorro amarrado dentro de um saco e outro animal também amarrado.
Para a protetora, o autor pretendia voltar ao local. “Não tem como normalizar uma pessoa que mata um animal.
Ela pode matar uma criança, pode matar uma pessoa”, afirmou. As protetoras registraram boletins de ocorrência e denunciaram o caso ao Ministério Público.
Ninguém viu quem enterrou o cachorro, e o autor não foi identificado. A pena para maus-tratos a cães e gatos é de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição da guarda, e aumenta quando o animal morre.
Vídeos: reprodução/Instagram @guaipekiinhas e @portalahora © Jornal Razão.
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