O que são os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs)? Um Fidc é um fundo de renda fixa que reúne recursos de vários investidores para comprar "direitos creditórios", ou seja, valores que uma pessoa física ou jurídica tem o direito de receber de terceiros no futuro, como duplicatas, cheques, notas promissórias, parcelas de cartão de crédito ou contratos de aluguel e financiamento. Por que os Fidcs ganharam importância nos últimos anos? Esses fundos se transformaram na maior opção de financiamento não bancário para a economia brasileira, o que traz protagonismo a estas aplicações especialmente num cenário de juros elevados. Os Fidcs atingiram a marca histórica de R$ 779,2 bilhões em carteira de crédito ativa em julho de 2026. Por que esses fundos são imprtantes para empresas que precisam de recursos? Os Fidcs permitem monetizar ativos de empresas ou pessoas físicas, que esperam há 15 ou 20 anos pelo desfecho de ações judiciais contra o Estado ou terceiros.
Como funcionam os Fidcs? O mercado compra estes papéis com desconto, precifica quanto será possível receber no futuro e coloca esses créditos nas carteiras dos fundos. Investidores que conhecem este mercado e topam correr mais riscos, num prazo mais longo, aplicam os recursos em troca de um retorno melhor do que fundos DI, por exemplo.
Por que o CMN endureceu as regras? O CMN endureceu as regras para a compra desses créditos para reduzir vulnerabilidades que poderiam ser exploradas para fraudes ou manipulação de preços no mercado de capitais. O caso Master trouxe à tona uma série de fraudes que gestores mal intencionados vinham fazendo com esses papéis nos Fidcs. Quais os impactos no mercado? Gestores avaliaram a medida como muito dura, tomada sem consulta ao mercado. A proibição de compra inviabiliza pelo menos R$ 35 bilhões em ativos que podem irrigar a economia. A decisão também fecha a torneira de liquidez para empresas e pessoas físicas que precisam de recursos e vendiam esses créditos com deságio.
Fonte: Gestores e especialistas
O Globo