Entenda a política de gênero adotada por escola de Los Angeles que fez administração Trump abrir investigação
Uma política relacionada à divulgação da identidade de gênero dos alunos de uma escola em Los Angeles fez com que a administração do presidente Donald Trump abrisse uma investigação, segundo o jornal The New York Times. Adotada em 2019 pelo Distrito Escolar Unificado de Los Angeles, de administração pública, a medida determinava que os educadores avaliassem se deveriam ou não informar aos pais sobre a identidade de gênero adotada pelos alunos no ambiente escolar.
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O objetivo era proteger os estudantes transgêneros que eventualmente não tenham apoio dentro de casa. O documento de 11 páginas orienta professores e funcionários sobre como lidar com questões de identidade de gênero. A política permite que os alunos escolham seus pronomes (masculino, feminino ou neutro) e banheiros com base em sua identidade de gênero e a “levarem em consideração a segurança, a saúde e o bem-estar do aluno ao decidir se devem ou não revelar sua identidade de gênero aos pais”.
No dia 25 de março, o Departamento de Justiça notificou o distrito sobre a investigação, que inclui ainda outro caso, o de uma aluna que alega ter sido agredida sexualmente depois que funcionários do distrito ignoraram seus alertas sobre o suposto agressor.
A investigação foi motivada por um processo movido por dois pais contra o distrito, que é o segundo maior do país. Eles afirmam que a política contribuiu para o isolamento de seu filho, que posteriormente se suicidou. No entanto, a morte teria acontecido só quatro anos depois. O distrito não quis responder sobre o caso ao The New York Times.
O processo mencionado na carta é uma queixa de Kathleen Mulligan e Andrew Parke, que afirmam que seu único filho, Dylan, morreu em 1º de março de 2024, dois anos após se formar na Palisades Charter High School. De acordo com a denúncia, a morte de Dylan remonta ao ano letivo de 2019-2020, quando Dylan cursava o segundo ano do ensino médio e contou à equipe da escola sobre seus planos de se assumir como transgênero e ser conhecido como Aria.
A procuradora-geral adjunta para direitos civis, Harmeet K. Dhillon, afirmou que o governo Trump “não tolerará políticas que neguem os direitos fundamentais dos pais”.
“Os pais têm o direito fundamental ao cuidado, à guarda e ao controle de seus filhos, incluindo o direito de direcionar a criação e a educação deles”, disse ela em um comunicado.
Segundo a jornal novaiorquino, a investigação é a mais recente medida do governo Trump para desfazer proteções a pessoas transgênero, que, segundo ele, violam o direito dos pais de terem controle total e transparência sobre seus filhos.
