Entenda a estratégia da SAF do Botafogo ao ter êxito no pedido de suspensão dos direitos políticos da Eagle Bidco
A SAF do Botafogo vê como uma vitória a suspensão dos direitos políticos da Eagle Bidco. Ciente de que o clube social é, agora, o único sócio com direito a voto na assembleia que deve ser convocada pelo administrador interino Durcesio Mello, o clube-empresa entende que é mais fácil dialogar com a ala associativa do alvinegro do que com os acionistas majoritários. Há, internamente, a crença de que a única preocupação da Bidco é conseguir recuperar o Lyon.
O pedido de suspensão dos direitos políticos da Eagle feito pela SAF foi uma estratégia para evitar que a Bidco assumisse o controle da SAF. Há, na empresa alvinegra, o entendimento de que o Lyon e a holding têm valores a pagar ao Botafogo, e, caso a Eagle assumisse a administração da SAF, poderia ser assinado uma espécie de documento que livrasse as partes dos valores que o clube diz ter direito a receber.
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Nos bastidores, a SAF do Botafogo argumenta que, por conta do caixa único que imperava na holding, enviou uma quantia próxima dos 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 292 milhões) ao Lyon. Há, inclusive, uma disputa entre os clubes na Justiça brasileira para que o alvinegro consiga recuperar o valor. Por isso a ideia de afastar a Eagle Bidco do controle da SAF.
A partir de agora, a estratégia da SAF do Botafogo será se aproximar do clube social para apaziguar a situação e, principalmente, conseguir a aprovação do empréstimo de US$ 25 milhões desejados pro John Textor através da emissão de novas ações do clube-empresa. Em diversas oportunidades, porém, o associativo já indicou que recusaria a entrada dos valores pelo entendimento de que se trata de uma operação com muitos riscos para o futuro do alvinegro.
