O engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, que foi agredido na noite da última sexta-feira, dia 23, em Santos, no litoral de São Paulo, teve morte cerebral confirmada no domingo, dia 25. A família autorizou a doação de órgãos do jovem, e o procedimento foi realizado na terça-feira, dia 27.
A doação de rim, pâncreas, fígado e córneas beneficiou quatro pacientes que aguardavam por transplantes. Segundo o pai, Marcelo sempre teve o desejo de ajudar outras pessoas.
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Marcelo sofreu as agressões depois de participar de uma manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no bairro Vila Mathias. O engenheiro se afastou do grupo de amigos e acabou encontrado inconsciente, com diversos ferimentos pelo corpo.
Ele recebeu os primeiros atendimentos na Santa Casa de Santos e, devido à gravidade do quadro, foi transferido para o Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O jovem sofreu traumatismo craniano grave e fraturas na base e na calota craniana.
A morte encefálica foi confirmada após a realização de exames. Família respeitou desejo do engenheiro
Ao g1, o pai de Marcelo afirmou que a família não impôs restrições à doação, com o objetivo de permitir que o maior número possível de pessoas fosse beneficiado. Segundo ele, a decisão respeitou a vontade do filho de ajudar o próximo.
— Nós falamos que o que puder ajudar outras vidas, poderia doar. Seria a vontade dele — disse o pai ao g1.
Marcelo cursava mestrado em Ecologia Marinha na Unifesp, onde sua morte provocou manifestações de pesar. A comunidade universitária e pessoas próximas ao engenheiro também lamentaram o crime.
Suspeito foi preso A Polícia Civil investiga o caso como latrocínio, roubo seguido de morte.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), os agressores levaram o celular e outros pertences da vítima. Nesta terça-feira,, um lutador de boxe identificado como Kauan foi preso sob suspeita de participação nas agressões.
A polícia também trabalha para identificar e localizar os demais envolvidos, com análise de imagens de câmeras de segurança, vídeos que circulam nas redes sociais e depoimentos de testemunhas. Pessoas próximas a Marcelo levantaram a possibilidade de que a violência tenha sido motivada por homofobia ou intolerância política.
Até o momento, porém, a Polícia Civil não confirmou a motivação do ataque.
O Globo