247 – O avanço de propostas de forte impacto social e o empenho direto do presidente Lula (PT) foram os motores da vitória nas urnas, afirmou o titular da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira. Em entrevista concedida à CNN Brasil, o ministro descartou ter sofrido qualquer tipo de cobrança sobre o seu trabalho no governo e defendeu a extinção das bets.
Ao fazer um balanço do cenário eleitoral, o chefe da Secom destacou o tamanho do arranjo de opositores superados pela candidatura vitoriosa, citando agentes políticos nacionais e internacionais. “Enfrentamos a todos.
Meta, Trump, tarifaço, ‘Bolsonaros’ querendo entregar o país. O povo entendeu e quis dar a vitória ao presidente Lula”, declarou.
Segundo o ministro, o resultado proclamado pelas urnas valida o respaldo popular a medidas econômicas e trabalhistas defendidas pela gestão federal. “Hoje é a vitória da escala 5×2, dois dias de tarifa zero, financiamento para os MEIs.
Tudo isso que representa o momento”, afirmou. Instado a responder sobre os relatos de que teria sugerido a Lula o banimento completo das plataformas de apostas eletrônicas, conhecidas como bets, o auxiliar confirmou ter recomendado a medida radical e reafirmou sua convicção.
“Disseram que eu sugeri ao presidente proibir as bets. E estava certo”, disse.
As declarações surgem no esteio de publicações que apontavam descontentamentos dentro do PT em relação à condução da estratégia de publicidade e comunicação no primeiro turno. Interlocutores da legenda chegaram a creditar a Sidônio parte das dificuldades enfrentadas na etapa inicial do pleito.
O integrante do primeiro escalão, contudo, negou veementemente a existência de instabilidade interna ou abalo em suas funções. “Eu não fui pressionado em nenhum momento”, garantiu ele, atribuindo as especulações à cobertura da imprensa.
“Eu não senti nenhuma pressão para mim. Acho que a imprensa que deu.
Não sei de onde veio”. De acordo com o titular da pasta, o canal de diálogo e o alinhamento com o presidente da República permaneceram inalterados do início do processo eleitoral até a sua consolidação na gestão.
“Minha relação com o presidente é a mesma, desde o primeiro turno, no segundo. E durante o período que eu estou como ministro”, sublinhou.
Ao projetar os próximos passos no Executivo, Sidônio ressaltou que pretende dar continuidade ao trabalho ao lado do chefe do governo, reforçando que a prioridade da administração pública deve permanecer voltada ao atendimento das necessidades reais do povo brasileiro.
Brasil 247