A Eneva encerrou o terceiro trimestre com uma geração de energia bruta total de 2.548 gigawatts-hora (GWh), marcando um período pautado por um menor despacho termelétrico diante da hidrologia favorável no país e pelo início operacional de novos ciclos contratuais. O trimestre refletiu um despacho médio ponderado pela capacidade instalada de 20%, ante 34% em igual período de 2025, fazendo com que a geração líquida consolidada de seu parque térmico recuasse 38% na base anual, para 2.105 GWh. A produção total de gás natural da Eneva somou 480 milhões de metros cúbicos entre julho e setrembro, enquanto as reservas provadas e prováveis da companhia foram estimadas em 46,1 bilhões de metros cúbicos ao fim do terceiro trimestre. No segmento de geração térmica, o Complexo Parnaíba seguiu como o principal vetor de entrega da companhia no trimestre, com 99% de disponibilidade média, enquanto o despacho caiu de 78% para 27%, segundo a prévia divulgada hoje. A empresa registrou a entrada em operação comercial e o início do contrato de reserva de capacidade da UTE Azulão I, no Amazonas, em agosto, com 295 megawatts (MW) de capacidade contratada por 15 anos e taxa de despacho de 4% no trimestre. No Espírito Santo, teve início o novo ciclo contratual das usinas locais, com a vigência do contrato de reserva de capacidade da UTE LORM em julho e das térmicas Viana 1, Povoação 1 e LORM 1 em agosto. Já a UTE Itaqui teve sua desconsolidação contábil iniciada no fim de agosto, classificada como ativo mantido para venda diante do acordo de alienação integral para a Diamante Energia. No segmento solar, o Complexo Solar Futura 1 registrou disponibilidade de 99% e geração líquida de 320 GWh, uma alta de 6% em relação ao terceiro trimestre de 2025, afirma a Eneva. Embora o parque continue operando sob impactos severos dos “curtailments” impostos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a geração frustrada por restrição arrefeceu para 141 GWh no trimestre, contra 173 GWh há um ano.
A retração de 48,1% nos preços médios de energia frente ao ano anterior atenuou os custos da companhia com compras de energia de reposição no mercado livre para honrar contratos de autoprodução.
Na divisão de exploração e produção, a extração de gás natural na Bacia do Parnaíba recuou no trimestre, reflexo direto do menor acionamento do parque termelétrico interligado ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Divulgação/Eneva
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