Em NY, Nasdaq cai 2,1% com ajuste de posições em ‘techs’ e avanço do petróleo

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Fonte da notícia: Valor Valor

As bolsas americanas encerraram esta sexta-feira (16) em queda, em especial o Nasdaq, diante do forte ajuste de posições no setor de tecnologia, que deu continuidade à tendência das duas últimas sessões. Os receios com relação ao risco de crédito em empresas de inteligência artificial continuaram a pesar sobre as ações do segmento e geraram demanda por ativos seguros, como os Treasuries. O avanço dos preços do petróleo, que operam acima da casa dos três dígitos, também pressionou os índices.

O índice Dow Jones encerrou em queda de 0,34%, aos 52.001,70 pontos; o S&P 500 cedeu 1,09%, aos 7.659,42 pontos, e o Nasdaq desvalorizou 2,14%, aos 26.140,03 pontos, refletindo as perdas dos setores de tecnologia (-2,54%) e comunicação (-2,45%).

O segmento de chips e semicondutores foi um dos mais penalizados e o ETF da BlackRock para o setor caiu 4,14%. Os riscos de crédito de empresas de inteligência artificial, que levaram à ampliação dos spreads de credit default swap (CDS), somados ao crescimento mais lento da receita da OpenAI e a concorrência de chips de memória mais baratos vindos da China pesaram sobre os ativos.

O pessimismo com relação à narrativa de IA dominou os mercados nesta semana e levou o índice Nasdaq a perder 4,48% no período, a maior depreciação desde junho, e o S&P 500 a cair 1,95%. A rotação para fora de ativos de tecnologia deu algum suporte ao Dow Jones no período, que subiu 0,67%.

A incerteza sobre a validade do acordo entre Estados Unidos e Rússia para o fornecimento de diesel russo pressionou os preços do petróleo nesta sexta-feira, levando o WTI, o parâmetro americano, a se firmar acima dos três dígitos e o Brent, a referência global, a se aproximar da faixa de US$ 110 por barril.

Opeadores da Bolsa de valores de Nova York, a Nyse Michael Nagle/Bloomberg

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