Em movimento semelhante ao da França, gregos vão às ruas exigir investimento em educação e melhores salários

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Estudantes, professores e funcionários públicos protestam em diferentes locais da Grécia nesta quarta-feira contra o custo de vida e as deficiências do sistema educacional no país. De acordo com um porta-voz da polícia, 5 mil pessoas foram às ruas em Atenas, 3 mil em Tessalônica, a segunda maior cidade do país, e outras 3 mil se concentram em Patras. Os manifestantes exigem mais investimento público para a educação e aumento salarial. O movimento é semelhante aos protestos que acontecem na França. Entenda: O que está acontecendo na França? Quatro perguntas para entender os protestos que tomaram o país O GLOBO no Mundo: receba as notícias internacionais no seu WhatsApp Quer morar fora do Brasil? Guia completo de imigração reúne informações de 36 países Ainda na noite de terça-feira, dezenas de estudantes instalaram barracas na Praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego, em Atenas, e também em uma rua para pedestres em Tessalônica, de acordo com a agência de notícias AFP. — Os edifícios escolares são péssimos e mal conservados. Gesso caindo, janelas quebradas, aquecimento que não funciona —lamenta Yiannis Papanikolaou, um aluno de 17 anos de Atenas.

Um grande complexo escolar na capital grega está fechado há duas semanas depois que um vazamento de gás aconteceu e deixou 4 mil alunos sem aulas. O caso continua sob investigação. Philippos Armen, estudante de física na Universidade de Tessalônica, ressaltou que "os problemas são comuns em muitos países da Europa", diante das manifestações estudantis que se espalham por vários países europeus, como na vizinha Albânia. Ainda de acordo com Papanikolaou, as manifestações que acontecem na França inspiram os estudantes gregos a irem atrás de mudança: — Acho que algo pode mudar, pelo que a França está fazendo; a França vai inspirar a Grécia — afirmou. Investimento em educação abaixo da UE Em 2023, a Grécia destinou apenas 3,3% do PIB à educação, abaixo da média da União Europeia (4,7%), segundo dados da Eurostat, agência estatística do bloco. O sindicato dos docentes do ensino médio OLME estima que faltam 15 mil professores nas escolas da Grécia. O salário mínimo no país, apesar de reajustes recentes, não ultrapassa € 920 (cerca de R$ 5.180 reais) líquidos por mês. Na segunda-feira, o primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que a Grécia não voltará a viver o período de grande agitação social que marcou os anos da crise financeira. Apesar disso, em setembro, a inflação grega ficou entre as mais elevadas da zona do euro, alcançando 5,1% acima da média de 3,8% registrada no bloco, segundo dados da Eurostat.

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