O governo da Colômbia anunciou nesta quarta-feira (21) que colocará em vigor por decreto o Orçamento de 2027, de 634,9 trilhões de pesos (US$ 198,83 bilhões), depois que um erro processual no Congresso inviabilizou a aprovação final do projeto de lei. O episódio coloca à prova a capacidade do novo governo de Abelardo de La Espriella de administrar as finanças públicas e de tranquilizar os investidores. Leia também: Em meio a crise fiscal, Colômbia aprova orçamento para 2027 FMI alerta para situação fiscal ‘insustentável’ na Colômbia O Senado e a Câmara dos Deputados aprovaram versões diferentes do projeto de lei orçamentária no início desta semana, sem conciliar as alterações, levando parlamentares e especialistas jurídicos a questionar a validade do processo.
O vice-presidente José Manuel Restrepo afirmou que a proposta original do governo, juntamente com as emendas anteriormente aprovadas pelos parlamentares, entrará agora em vigor.
O Senado aprovou o projeto na noite de segunda-feira, e a Câmara dos Deputados o aprovou na madrugada de terça-feira. No entanto, um artigo controverso foi aprovado com redações diferentes em cada Casa e não passou pelo processo obrigatório de conciliação.
A Colômbia enfrenta pressões fiscais crescentes. O plano de gastos para 2027 é maior que o Orçamento de 2026, de 555,8 trilhões de pesos, e projeta um déficit fiscal de 9,4% do Produto Interno Bruto (PIB).
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