Em meio a denúncias da campanha de Lula contra a Meta, perfis convocam seguidores para mutirão de engajamento

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Fonte da notícia: CBN CBN

Em meio às denúncias da campanha do presidente Lula, do PT, contra a Meta, perfis de apoio ao petista no Instagram passaram a convocar seguidores para uma espécie de mutirão de engajamento.

As publicações falam em "alerta de desengajamento". Uma das páginas, com 674 mil seguidores, afirma que o engajamento despencou 60% e pede que cada seguidor marque cinco amigos que votam em Lula. O perfil não é aquele comandado pelo deputado federal André Janones, da Rede de Minas Gerais, mas é mantido por aliados e divulga o movimento chamado de Exército do Lula. A publicação passou de 110 mil curtidas e 35 mil comentários em cerca de um dia e também circula no WhatsApp como mensagem encaminhada com frequência. A campanha de Lula aponta redução no alcance das publicações e falhas na busca e na recomendação de perfis, e já acionou o Tribunal Superior Eleitoral e organismos internacionais. A Meta reconheceu problemas técnicos, mas nega ter favorecido Flávio Bolsonaro, do PL. Segundo a empresa, a falha nas métricas atingiu apenas a exibição dos números, e não a distribuição dos conteúdos. Enquanto acontece esse movimento, André Janones, um dos principais articuladores da mobilização digital pró-Lula, foi internado na UTI do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, depois de um episódio de arritmia cardíaca após o debate da Band, ontem. Segundo a assessoria, o quadro foi revertido. Ele está clinicamente estável, sob monitoramento cardíaco contínuo e acompanhado pela cardiologista Ludhmila Hajjar. Não há previsão de alta. Desde a internação, o canal Exército do Lula, criado e administrado por Janones no WhatsApp, está em silêncio. O canal tem mais de quatro milhões de inscritos e saiu do ar mais de uma vez entre os dias 11 e 14 de outubro, numa disputa de decisões dentro do TSE. Ele foi suspenso a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou comportamento inautêntico e disparos em massa, e foi recolocado no ar pelo corregedor-geral eleitoral. Depois foi derrubado de novo e só voltou a funcionar quando a campanha de Lula registrou o canal na Justiça Eleitoral como endereço oficial de comunicação.

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