Em meio à crise no STF, preocupação com corrupção cresce seis pontos e fica em 2º entre maiores problemas do país, diz Quaest

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Divulgada nesta segunda-feira, dados da última pesquisa Quaest mostram que a preocupação com a corrupção aumentou seis pontos percentuais entre o eleitorado brasileiro, indo de 14% para 20%. O salto se deu no período em que a crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) escalou, com o pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigar o colega André Mendonça. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.

Com o crescimento, a corrupção empatou com a economia como segunda maior preocupação dos brasileiros. O tema que mais gera preocupação entre o eleitorado é a violência, que segue estabilizada em 31%. Assim como a corrupção, o receio com a economia cresceu em relação a última pesquisa, do dia 2 de setembro, indo de 16% para 19%.

Na semana passada, novos desdobramentos do escândalo revelaram mensagens em que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pede orientações a Moraes sobre como deveria agir dias antes de ser preso. O fim do sigilo sobre as mensagens — autorizado por Mendonça, relator do caso —aprofundou a crise na Corte, levando ao pedido formulado por Moraes.

Segundo a Quaest, entre a direita não bolsonarista, a preocupação com a corrupção cresceu de 21 para 28 pontos. Já entre bolsonaristas o salto foi de dez pontos, indo de 18% para 28%. Na esquerda não lulista, a corrupção cresceu de 8% para 14%, enquanto entre lulistas ela subiu de 5% para 12%. No grupo dos independentes, o crescimento foi de 16% para 20%.

Já no recorte por região, o maior crescimento se deu entre o eleitorado do Sul, indo de 16% para 28%. No Nordeste, o crescimento foi de dez pontos percentuais, indo de 7% para 17%. No Sudeste, a preocupação com a corrupção foi de 17% para 21%, uma variação dentro da margem de erro da região, que é de 3 pontos percentuais. No agrupamento Centro-Oeste/Norte, o crescimento se deu dentro da margem de erro, indo de 15% para 17%.

Dados da Quaest desta segunda-feira mostram um cenário de estabilidade nos índices de aprovação e rejeição do governo federal, com variações dentro do limite da margem de erro. No momento, Lula é aprovado por 43% dos eleitores, enquanto 50% desaprovam a gestão. Na pesquisa do dia 5 de agosto, o cenário era outro, com o petista mantendo a aprovação em 48% e sendo desaprovado por 47%. A queda de cinco pontos percentuais na aprovação está acima da margem de erro. A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-01720/2026.

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