Em evento, Cármen Lúcia lamenta descrença nas instituições: 'busca do acerto é um dever'

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Fonte da notícia: CBN CBN

Um dia depois da sessão marcada por tensão e troca de acusações entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia afirmou que “lamenta” o momento de descrença nas instituições publicas. A declaração foi feita durante participação em um evento sobre Controle Interno, nesta quarta-feira (16).

"A democracia vive da confiança que o cidadão tem, que a cidadã tem nas suas instituições. Eu digo isso com muito lamento pelos momentos que nós estamos passando de descrença, de desânimo com a administração pública. Como eu disse, erros são dos seres humanos, são dos nossos limites. Mas a busca do acerto é uma imposição, é um dever que todos nós servidores temos para garantir essa confiança que faz com que cada pessoa possa acreditar mais no país, possa acreditar mais na democracia", declarou. Nos bastidores, Cármen Lúcia e o presidente do STF, Edson Fachin, têm defendido que os ânimos sejam acalmados entre os integrantes da Corte. Os dois também trabalham para evitar que a crise se aprofunde após o episódio da véspera. Na terça-feira (15), Cármen Lúcia fez uma manifestação de ponderação durante a sessão e pediu desculpas à sociedade brasileira pelo clima de tensão e pelas acusações trocadas no plenário. Sessão sobre André Mendonça pode ser adiada Enquanto isso, os ministros avaliam que a sessão marcada para 23 de setembro, que deve analisar a conduta de André Mendonça no caso Master, também pode ser adiada. A expectativa se relaciona ao pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino na terça-feira, que interrompeu o julgamento sobre a abertura ou não de uma investigação contra Alexandre de Moraes. Embora sejam processos distintos, os casos têm conexão por envolverem relatórios da Polícia Federal e acusações trocadas entre Moraes e Mendonça. A avaliação nos bastidores é que, caso Fachin mantenha a sessão do dia 23, há possibilidade de que algum ministro peça vista logo no início dos trabalhos. Segundo interlocutores ouvidos pela CBN, depois da exposição pública da sessão de terça-feira, existe preocupação de que uma nova interrupção possa ampliar o desgaste institucional. Silêncio no plenário Nesta quarta-feira, o clima no plenário foi de normalidade. Fontes contaram à CBN que ministros evitaram comentar entre si o que ocorreu na véspera, inclusive entre grupos mais próximos. A orientação informal é deixar a poeira baixar e seguir com os trabalhos. Fachin abriu a sessão cumprimentando os ministros, sem fazer referência ao episódio anterior. O plenário seguiu com o julgamento de outros processos, sem relação com a crise que marcou a sessão de terça-feira.

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