O presidente Lula afirmou, nesta quarta-feira (16), durante encontro com pastores evangélicos dos Estados Unidos e do Brasil, no Palácio do Planalto, que se recusa a usar igrejas para falar sobre política.
Faltando poucos dias para as eleições, Lula fez uma forte defesa das urnas eletrônicas e reafirmou que já avisou ao presidente americano Donald Trump para que não se intrometa nas eleições brasileiras.
Sem citar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula criticou os que negam o sistema eleitoral, afirmando que os que duvidavam das urnas e estavam no poder, hoje estão na cadeia. "Não me convide para ir à Assembleia fazer um comitê, que eu não vou. Não vou nem da católica, nem da evangélica, porque eu respeito a fé das pessoas. Se eu quiser fazer política de comitê, eu faço na rua. Daqui a 19 dias, esse país vai decidir que tipo de regime ele quer, que tipo de governo ele quer, que tipo de democracia nós queremos. E o povo brasileiro é soberano", declarou. O presidente também fez um aceno às lideranças evangélicas, elogiando a inclusão de mulheres em cargos de chefia nas congregações, diferente da Igreja Católica. Durante o evento, o ministro evangélico de Lula, Jorge Messias, da AGU, disse sonhar em ver o país com igrejas que entendem que o púlpito é um lugar sagrado e não para homens, e pediu que todos os dias Deus tire a escama dos olhos "dos irmãos" para que possam enxergar a verdade, a bondade e a justiça que vem do presidente Lula. Ele chorou ao dizer que crente de esquerda não tem direito nem à corrente de oração. No cenário internacional, o tom foi de cobrança pelo fim das guerras como a entre Rússia e Ucrânia. O presidente declarou que falta uma "liderança humanista" no mundo e fez duras críticas ao Conselho de Segurança da ONU, dizendo que vai levar esse discurso à ONU na próxima semana, no dia 23.
Segundo ele, os países com poder de veto são os mesmos que começam guerras e produzem armas.
CBN