Enquanto Flávio fugia sorrateiro, fervilhavam as ruas de Buenos Aires e províncias em protestos, enojados de Milei. Os hermanos saúdam a vitória brasileira com “olê, olê, olê, olá… Lulá, Lulá!”.
No domingo da eleição brasileira, nem bem esfriaram os votos na urna, Flávio fugiu. Na segunda-feira afirmara de pés juntos que ficaria no Brasil, porém, no dia seguinte pôs em marcha sua rota de fuga pela Argentina.
Essa fuga com ação de mercenários pagos num esquema logístico bem montado põe em dúvida que fosse algo de última hora ou de resgate americano. Horas antes F.B.
dissera: “Nunca pensei em sair do país”, depois saiu de fininho. Não foi uma fuga inesperada, visto que o governador paulista Tarcísio de Freitas reporta ao jornal Estadão que admoestou Flávio a não fugir.
Ora essa, se o aconselhou a tanto é porque o governador também sabia! Há um ano, caso semelhante ocorreu com Vorcaro, preso pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos, tentando sair do país.
Flávio inovou, não foi aos pampas a cavalo, mas de van atravessou a Argentina e em Puerto Iguazú fugiu no avião da Baires Fly S.A. Talvez o senador não saiba, mas a tal empresa aérea é alvo de investigações naquele país.
Investigações não tão complexas como as de um “dark horse” do pai, mas corriqueiras como lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos. Esse fugitivo, a cavaleiro e “bem montado na grana”, se juntará a Allan dos Santos, Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Paulo Figueiredo, Willer Tomaz, Rodrigo Constantino, Ludmila Lins Grilo.
Flávio e Willer Tomaz são amigos e sócios investigados por lavagem de dinheiro e jogos. Flávio não é convincente, mas lacônico, reticente, protelatório com relação às acusações sérias havidas no debate presidencial.
No mundo todo, fazer o L com os dedos é sinal de luta contra a extrema-direita, contra políticas opressoras e desumanas. Movimentos espontâneos surgem onde caciques políticos pensavam controlar os redutos.
A despeito de pesquisas, de cerceamentos da campanha pelos ministros Mendonça e Kassio e pela intromissão indevida das big techs e fakes, a vitória do petista revelou-se mais doce e pródiga em favor da autodeterminação dos povos. Grandes manifestações sacodem o mundo e atingem inclusive Israel; Netanyahu caiu.
Trump começa a ser varrido pelo movimento “No Kings”. Há também uma grande mobilização nas redes com a hashtag #DeportTheBolsonaros.
Ou seja, extraditem Eduardo, Flávio e os bolsonaristas para prestarem contas à Justiça brasileira. O movimento nas redes sociais e nas ruas dos EUA cobra do órgão de imigração (ICE), aquele dos fardados que perseguem imigrantes, que devolva os “meninos fujões”.
Por ora, esses fugitivos se põem a fazer lives; lá são corajosos, falam mal do Supremo brasileiro e tergiversam o tempo todo. Entretanto, o L se torna a vanguarda universal contra a extrema-direita.
Ganha status de autodeterminação dos povos e de liberdade de expressão, inclusive do L de LGBTQI+. O sinal do L é repetido em shows, saudações, encontros, estádios.
Eles, elas ou elus, o povo, ara! Não vou discutir linguagem neutra; é a voz do povo, que se manifeste. Tentarei entender.
Brasil 247