Eleições de meio de mandato dão maioria aos democratas no Congresso dos EUA, apontam projeções; veja o que muda para o governo Trump

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

O resultado do pleito deve influenciar diretamente a dinâmica política do governo do atual mandatário; entenda Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

Os democratas conquistaram maioria no Senado e na Câmara dos Estados Unidos, indicam as projeções. O resultado das chamadas “midterms” é tratado pela imprensa internacional como uma “vitória histórica”.

O atual mandato de Donald Trump é republicano, e o pleito deve alterar a dinâmica política de seu governo. De acordo com a BBC News Brasil, as urnas do Havaí, último estado norte-americano a encerrar a votação, foram fechadas há pouco mais de uma hora.

Até o momento, os democratas conquistaram 54 cadeiras no Senado, contra 44 dos republicanos. Na Câmara dos Representantes, os democratas elegeram 225 parlamentares, enquanto os republicanos somam 137.

A apuração segue em andamento, mas os democratas já garantiram maioria. Segundo a BBC, estados tradicionalmente favoráveis ao Partido Republicano, como Texas, Ohio e Kansas, registraram avanços dos democratas nas urnas.

Segundo o The Guardian, esta será a primeira vez, desde 2022, que os democratas assumem o controle total do Congresso norte-americano. Projeções da NBC News indicam que esta pode ser a maior conquista do partido na Câmara dos Representantes em quase duas décadas.

O jornal britânico também destacou que os democratas não apenas terão condições de barrar a agenda legislativa de Trump, como também de impedir a aprovação de nomeações feitas pelo presidente. Hakeem Jeffries, membro da Câmara, afirmou que “hoje começa a grande retomada americana”.

“O povo americano se manifestou por todo o país — no Norte, no Sul, no Leste, no Oeste, no Centro-Oeste; de costa a costa. O povo americano falou e deixou claro: basta de extremismo, basta de corrupção”, declarou.

A fala foi repercutida pela NBC News após um evento partidário em Washington. O ex-presidente Barack Obama também se manifestou nas redes sociais.

No X, escreveu: “Nesta noite, o povo americano enviou uma mensagem clara: eles querem uma política que una as pessoas, em vez de dividi-las, e líderes que ofereçam soluções concretas para os desafios que enfrentam”. Tonight, the American people sent a clear message — they want a politics that brings people together rather than divides them, and leaders who offer concrete solutions to the challenges they face.

These results were only possible because outstanding candidates stepped forward in every region of the country — including in areas once considered long shots. They came from different backgrounds and represented a range of political perspectives, but were united by shared values, a belief in public service, and a commitment to putting the people of their districts and states first.

We also owe a debt of gratitude to the thousands of election officials and volunteers from both parties who helped ensure a smooth election and carried out one of the most essential functions of our democracy. While this administration has another two years in office, our job now is to roll up our sleeves, make changes wherever we have the power to do so, prevent further damage, and lay the groundwork for the future.

— Barack Obama (@BarackObama) November 4, 2026 Obama é filiado ao Partido Democrata e foi o 44º presidente dos Estados Unidos, governando o país entre 2009 e 2017.

Para a economista Tatiana Goes, ouvida pelo R7, as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos podem alterar a relação do país com o Brasil. “Uma eventual vitória democrata poderá ampliar o debate sobre os custos econômicos das tarifas comerciais e criar novos espaços de negociação”, afirmou.

Ela ressalvou, contudo, que isso “não significa necessariamente uma mudança imediata na política externa americana”. Ao R7, a internacionalista Ana Paula Abritta explicou que Trump “segue com sua autonomia executiva sobre a política comercial e poder de veto sobre leis aprovadas pela oposição”.

O controle do Legislativo, no entanto, “dará à oposição o poder de convocar audiências públicas e pressionar o governo”, afirmou. Yasmin Mior é repórter do ND Mais e faz parte do Núcleo Nacional, escrevendo matérias que envolvem política, segurança e saúde, assim como outros assuntos que impactam o dia a dia do brasileiro.

Além de trazer previsões do tempo, tem como foco pautas econômicas e sociais em diferentes estados do Brasil. Jornalista formada pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), atua na área desde 2021 e cobriu eventos de destaque, como as Olimpíadas de Paris 2024 e a posse do Papa Leão XIV.

Também está sempre conectada ao mundo da cultura pop, por dentro do que há de novo em filmes e séries, e fez cursos livres de SEO, gestão de mídias sociais e cinema contemporâneo. Acompanhou as Eleições Municipais de 2024 atuando no setor de distribuição de conteúdo de um portal de notícias de Santa Catarina.

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