Os cidadãos da Bulgária votam para eleger seu presidente neste domingo (25), em um pleito marcado por apreensões sobre segurança após diversos ataques com drones em navios comerciais no Mar Negro. As seções eleitorais abriram às 7h (2h de Brasília) e irão fechar às 20h (15h de Brasília).
A atual chefe de estado, Iliana Iotova, que apoia o diálogo com a Rússia e é contrária ao envio de ajuda militar para a Ucrânia, é apontada como favorita para continuar no cargo, que tem função principalmente cerimonial, de acordo com as pesquisas. As pesquisas mostram que Iliana, 62 anos, deve receber entre 41% e 47% dos votos.
Seu principal adversário, o economista e ex-primeiro-ministro interino Andrei Gyurov, é apoiado pela oposição com alinhamento pró-Ocidente, e alcança entre 28% e 31% das intenções de voto nas pesquisas. Iliana Iotova assumiu a presidência da Bulgária neste ano, após Rumen Radev renunciar para concorrer nas eleições legislativas, com o objetivo de se tornar primeiro-ministro.
Se vencer o segundo turno, marcado para 1º de novembro, ela será a primeira mulher eleita presidente na Bulgária, país com cerca de 6,4 milhões de habitantes e o menor PIB per capita da União Europeia. Em meio ao conflito na Ucrânia, quatro navios foram atacados recentemente perto da costa búlgara, resultando em 21 pessoas desaparecidas.
O governo convocou o embaixador da Rússia, mas afirmou que não há provas que liguem esses ataques à Rússia. A sociedade búlgara está significativamente dividida em relação aos seus vínculos com a Rússia e seu posicionamento frente ao conflito ucraniano.
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