Eleição nos EUA: Mais de 30 milhões votam de forma antecipada em meio a pressões de Trump sobre votação por correio

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A uma semana da eleição de meio de mandato nos EUA, que renovará todos os 435 assentos da Câmara e 35 cadeiras no Senado, mais de 30 milhões de eleitores americanos votaram de forma antecipada, indicando uma participação mais volumosa até este mesmo momento do calendário eleitoral em comparação ao pleito de 2022.

A votação antecipada ocorre em meio a pressões do presidente Donald Trump para contestar a votação pelos correios — uma prática permitida pela lei americana —, que afirma ser fraudulenta e registrar participação de estrangeiros sem direito a voto. Eleições/EUA: Democratas apostam em frente ampla e estratégia digital contra extrema direita

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Os números parciais da votação antecipada foram compilados pelos veículos americanos Associated Press e CNN, e pela empresa de coleta e processamento de dados Catalist, com base em informações públicas. Em estados em que há registro partidário dos eleitores, é possível contabilizar quantos deles estão associados a cada partido, porém o voto em si é secreto, e só será revelado durante a apuração, após o fechamento das urnas em 3 de novembro.

Em uma análise sobre os dados publicados nesta terça-feira, a rede televisiva americana apontou que o número de democratas registrados para votar antecipadamente em alguns estados-chave é superior neste momento do que há quatro anos. "Isso está em linha com o maior entusiasmo democrata que também ficou evidente no comparecimento às primárias, em eleições especiais e nas pesquisas de opinião", concluiu a análise.

A votação antecipada, sobretudo por correio, tem sido alvo frequente das alegações de Trump sobre fraude no processo eleitoral americano — narrativa já usada por ele em 2020, quando foi derrotado na tentativa de reeleição por Joe Biden. Entre os argumentos mais recorrentes, o republicano afirma que a votação por correio é "inerentemente corrupta" e que pessoas sem direito a voto estariam participando do pleito — incluindo estrangeiros sem status legal no país.

Autoridades eleitorais refutaram as teses de Trump em diversas oportunidades. O desdobramento mais recente da cruzada do republicano contra as supostas irregularidades ocorreu na segunda, quando o colegiado do Tribunal de Apelações responsável pela Califórnia se pronunciou incompetente para julgar uma ação movida pelo Departamento de Justiça de Trump para que 20 mil votos enviados por correio fossem separados.

O governo federal afirma que os votos supostamente são de pessoas que não têm cidadania americana. Uma decisão sobre o mérito caberá a um tribunal distrital californiano — estado de maioria democrata.

Observadores do processo eleitoral americano apontam que esta medida judicial faz parte de uma campanha mais ampla do governo para aumentar o poder federal sobre as eleições — que, pela lei vigente no país, são de competência dos estados. Em março, Trump chegou a assinar um decreto restringindo o voto pelo correio antes da eleição.

A medida foi derrubada judicialmente, com uma decisão da Suprema Corte em setembro suspendendo os efeitos, e determinando que qualquer mudança deveria ser feita no longo prazo. Trump chamou a decisão de "horrível" e "altamente política".

(Com AFP)

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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