El Niño: ONS põe termelétricas de prontidão para garantir energia diante dos riscos climáticos

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Preocupado com o impacto do fenômeno climático El Niño no abastecimento de energia deste ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) solicitou a todos os proprietários de usinas termelétricas do país uma série de providências de modo a garantir que essas estruturas estejam disponíveis no período mais crítico, que é a partir de setembro. Move Brasil: veja quais motos e bikes elétricas podem ser financiadas pelo programa e quanto custam Oriente Médio: Petróleo despenca com trégua nos ataques entre EUA e Irã O órgão pediu a maximização da disponibilidade de geração termelétrica. O apelo é para que as usinas fiquem de prontidão para permitir o atendimento energético em caso de necessidade de acionamento no período que vai de setembro até a primeira quinzena de dezembro deste ano.

Usina de Belo Monte em Altamira, no Pará: risco de seca Joédson Alves/Agência Brasil A expectativa para esta segunda metade do ano é de seca no centro-sul do país, com redução dos reservatórios de hidrelétricas com menos chuvas e maior demanda de energia com temperaturas mais elevadas, e riscos de enchentes na Região Sul.

Pré-sal: Duas décadas após descoberta, desafio do país é repor reservas para manter autossuficiência Normalmente, o período seco do país já compreende esses meses, mas ele tende a ser agravado por conta do fenômeno climático.

O Operador solicitou também que as empresas sinalizem de forma antecipada as manutenções programadas e eventuais postergações de manutenções em execução.

Em 20 anos: Pré-sal levou país a um salto tecnológico. Margem Equatorial é a nova aposta Outro pedido foi para que os agentes informem rapidamente ao governo se houver uma paralisação temporária das atividades ou falta de combustível, para não frustrar o planejamento da operação diária do setor.

O que é o El Niño? O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico. Quando persiste por vários meses, ele altera a circulação atmosférica global e interfere nos padrões de temperatura e chuva em diferentes regiões do mundo, inclusive no Brasil. A previsão é de aumento progressivo da intensidade do El Niño no decorrer do segundo semestre de 2026. Os efeitos dele são mais evidentes na Região Sul e no Norte-Nordeste, que apresentam, respectivamente, chuva superior e inferior à média histórica.

O El Niño também faz com que a temperatura fique acima da média, com possibilidade de aumento da frequência de episódios de ondas de calor no Sudeste. Isso para o setor elétrico é preocupante porque gera um aumento significativo da demanda energética. Com isso, há um quadro de elevada demanda, baixa geração de usinas eólicas e condições desfavoráveis de chuvas. Por isso, para o ONS, é necessário o uso complementar de usinas termelétricas durante o período seco.

Na semana passada, o governo já antecipou contratos dos Leilões de Reserva de Capacidade como forma de garantir o abastecimento. Essa licitação contrata usinas para ficarem prontas para serem acionadas em momentos críticos da operação.

O El Niño irá pegar o setor elétrico brasileiro numa situação delicada. Mesmo com a abundância de fontes renováveis em determinados momentos do dia, há necessidade de acionar termelétricas nos horários de pico de demanda — e quando há uma menor geração por eólica e solar.

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