Na hora do almoço de ontem, o cardápio foi de estreia.
O motivo foi o começo da campanha de TV rumo às eleições deste ano, e euzinha te conto que teve de um tudo.
Olha só o que vi diante das lentes dos meus óculos.
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Eduardo Paes (PSD) incorporou sua veia de menino do campo — como esta humilde coluna já havia mostrado que se tornou a realidade nas suas redes sociais — e apareceu tocando sanfona, dando mamadeiras para mini cabras e até andando a cavalo.
Como um Berdinazzi e Mezenga, posou como o rei do gado, com direito a chapéu, apoiado numa cerca com bois ao fundo.
Eduardo Paes de rei do gado
Reprodução / horário eleitoral
Já Douglas Ruas (PL) optou por uma vibe esportista e não parou quieto por todo o seu programa eleitoral.
Primeiro ele andou, depois correu por São Gonçalo, sua cidade-natal.
Parabenizo o preparo físico, porque se euzinha tento falar enquanto faço isso tudo, ia logo doer a barriga.
Douglas Ruas e seu shortinho perereca
Reprodução / horário eleitoral
Garotinho (Republicanos) viu seu minuto de fama flopar com a decisão da Justiça Eleitoral desta semana.
Mesmo sem direito a horário eleitoral, o candidato — que não está inelegível — se fez presente, acredite.
Seu nome e o número do partido apareceram como papagaios de pirata nas inserções de Waguinho, candidato ao Senado, e de postulantes a deputado pelo Republicanos.
Garotinho de papagaio de pirada na propaganda de Waguinho
Reprodução / horário eleitoral
William Siri (PSOL), por sua vez, teve um tempo curtinho, e aproveitou para se apresentar como "economista, evangélico e socialista", mais segundos do que o saudoso Enéas Carneiro já teve um dia.
Falando em Enéas, ele — que morreu em 2007 — foi citado por André Corrêa (candidato a deputado estadual pelo PSD) que deu um susto no povão ao começar o seu vídeo falando "Meu nome é Enéas", mas era apenas uma brincadeira.
Me arrancou risos.
Na correria, comeram até uma letra de Luiz Ramos Filho, que também concorre pelo PSD, que apareceu na TV como candidato a deputado "etadual".
Êta!
Luiz Ramos Filho, candidato a deputado 'etadual'
Reprodução / horário eleitoral
Quando foi a vez dos postulantes ao Senado, Benedita da Silva (PT) mostrou estar firme e forte (e bonitona, diga-se de passagem), enquanto Pedro Paulo (PSD) teve vídeo que mais parecia de candidato ao governo.
Até a prateleira ao fundo com fotos e livros parecia com a do Dudu (a diferença era notada só pela bandeira do Mengão).
Mas, na disputa ao Senado, o que me chamou a atenção mesmo foi a diferença de altura de Carlos Jordy (PL) ao lado do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (que comandou as falas na peça eleitoral).
Faltou um banquinho para equilibrar, Jordy.
Carlos Jordy mais baixo que Flávio Bolsonaro
Reprodução / horário eleitoral
O outro candidato do partido, Carlos Portinho, gravou sozinho, mas usou fotos ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro para demarcar que é "o líder do Bolsonaro".
Tá ok?
Eduardo Paes cowboy, Douglas Ruas corredor, Garotinho fora mas dentro: a campanha de TV está de volta
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