O senador Eduardo Gomes (PL-TO), vice-presidente do Senado, negou ao RADAR qualquer possibilidade de romper com o PL para apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência da Casa, em detrimento da candidatura de Rogério Marinho (PL-RN). Apontado nos bastidores como um possível dissidente da bancada bolsonarista, Gomes também rejeita os rumores de que estaria negociando uma transferência para o PSD.
“Eu não saio do PL e sempre fui coerente com o partido”, afirmou o senador à coluna, ao rebater as especulações sobre seu posicionamento na disputa pelo comando do Senado. As suspeitas sobre uma eventual aproximação com Alcolumbre ganharam força depois que Gomes assumiu a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), posto considerado estratégico nas negociações entre o Congresso e o governo federal.
A indicação passou a ser interpretada por integrantes da oposição como um possível sinal de alinhamento político com o atual presidente do Senado. Continua após a publicidade
A interlocutores, entretanto, Gomes ressalta que a relatoria já estava acertada com Alcolumbre antes mesmo da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O senador sustenta, assim, que a indicação não representa uma contrapartida por eventual apoio à reeleição do presidente da Casa, tampouco uma mudança em sua posição partidária.
Rogério Marinho tenta consolidar o apoio da bancada do PL e evitar dissidências que possam comprometer sua candidatura. Em conversas com correligionários, Marinho tem reforçado que Alcolumbre não cumpriu compromissos assumidos com a direita em 2024, especialmente em pautas de interesse do bolsonarismo, como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Continua após a publicidade No PL, a avaliação é de que a capacidade de articulação do atual presidente do Senado, inclusive junto a parlamentares da oposição, representa um dos principais obstáculos à candidatura de Marinho.
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