Brasília – O senador Eduardo Braga, líder do MDB no Senado, voltou a defender a queda da taxa de juros no Brasil. A declaração ocorreu durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta quarta-feira (04).
(Foto: Reprodução) No debate sobre a política monetária, o senador estabeleceu a diferença entre a taxa Selic, fixada em 13,75% ao ano pelo Banco Central, e as taxas aplicadas ao consumidor.
Segundo Braga, a Selic se relaciona diretamente com o financiamento da dívida pública. “A taxa Selic é óbvio que tem a ver com o déficit público por causa da captação de financiamento da dívida pública brasileira.
Mas o que não consigo entender é como o Brasil continua de forma, vamos dizer assim, desavergonhada com um financiamento de crédito rotativo de cartão de crédito a uma taxa de juros de 500% ao ano”, afirmou o senador. Braga sustentou que a cobrança no crédito rotativo e no cheque especial, fixada em 350% ao ano, não possui relação com o déficit fiscal.
“Isso tem a ver com a desfaçatez do Conselho Monetário Nacional, do Banco Central e dos responsáveis pela política monetária neste país”, completou. O senador contestou as justificativas recentes fornecidas pela autoridade monetária para a manutenção dos percentuais cobrados pelas instituições financeiras.
“Isto é um insulto à inteligência de qualquer um de nós”, declarou. Para reforçar a contestação aos custos bancários, Braga comparou a prática ao mercado informal.
“Nem agiota cobra uma taxa de juros como esses bancos e essas operadoras de cartão de crédito cobram”, afirmou. O líder do MDB fundamentou o discurso em dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre a população atingida.
Segundo esses dados, a maioria dos devedores do cheque especial é composta por cidadãos que utilizam o recurso para a compra de alimentos e remédios. Diante desse cenário, o parlamentar defendeu a votação de um projeto de lei na CAE para impor limites legais aos juros bancários.
D24am