Ebola começou a se espalhar na África possivelmente em funeral há 'alguns meses', diz OMS

 

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A Organização Mundial da Saúde informou nesta quarta-feira (20) que as doses da vacina 'mais promissora' contra o vírus causador do surto de ebola na África Central, não estarão disponíveis em menos de seis a nove meses, enquanto o número de casos suspeitos subiu para 600.

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, disse em uma coletiva de imprensa sobre o surto na República Democrática do Congo e em Uganda que já houve cerca de 150 mortes e a expectativa é que esse número aumente.

As autoridades disseram acreditar que a doença pode ter começado a se espalhar 'há alguns meses', impulsionada por um 'evento de superpropagação', possivelmente um funeral, no início de maio.

A situação de segurança na província de Ituri, onde mais de 100 mil pessoas foram deslocadas nos últimos meses devido ao conflito armado, dificultou os esforços de detecção, disse Tedros. As instalações de saúde não conseguiam prestar atendimento ou monitorar surtos de doenças se os profissionais de saúde estivessem fugindo, afirmou ele.

Tedros afirmou que as críticas à organização feitas pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio , que disse que a OMS declarou o surto 'um pouco tarde', provavelmente se baseavam em 'uma falta de compreensão'.

O governo Trump retirou os EUA da OMS no início deste ano.

EUA emitem alerta de viagem a três países africanos por surto de ebola

Autoridade de saúde mede temperatura usando um termômetro infravermelho na República Democrática do Congo para controle do ebola.

AFP

O mais recente surto de Ebola levou o Departamento de Estado dos EUA a emitir um alerta de viagem nesta terça-feira (19) a três países. As autoridades americanas recomendaram aos cidadãos americanos que não viajem para a República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Uganda.

O alerta de 'nível 4' indica riscos que ameaçam a vida e significa que o governo dos EUA pode ter uma capacidade extremamente limitada de fornecer assistência emergencial.

O Departamento de Estado também afirma que viagens para Ruanda devem ser reconsideradas (alerta de nível 3).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar 'preocupado' com o surto de Ebola que atinge a República Democrática do Congo.

A medida foi tomada após relatos de que vários cidadãos americanos haviam sido expostos ao vírus. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA confirmaram nessa segunda (18) que um americano testou positivo para o vírus Ebola.

O Departamento de Estado dos EUA afirmou estar trabalhando em estreita colaboração com o centro de controle para repatriar os americanos afetados pelo surto de Ebola.

Apesar disso, o presidente dos EUA enfatizou em seus comentários na noite passada que o vírus permanece confinado à África.

Em meio a isso, a Organização Mundial da Saúde declarou emergência internacional de saúde pública após o avanço de um surto de Ebola na República Democrática do Congo.