A companhia aérea britânica de baixo custo EasyJet cancelou cerca de 100 voos nos aeroportos franceses neste sábado e domingo devido a uma greve dos tripulantes de cabine, insatisfeitos com as frequentes mudanças de última hora em suas escalas de trabalho. Confira a lista: Gol é a única brasileira em ranking de companhias 'low cost' mais seguras do mundo em 2026 No Brasil: Câmara aprova projeto que prevê conversão de milhas em dinheiro ou venda a terceiros Os sindicatos informaram que mais da metade dos 900 tripulantes de cabine da França participaria da paralisação. A greve afeta metade dos voos com saída dos aeroportos parisienses Charles de Gaulle e Orly, além dos terminais de Nice, Bordeaux e Lyon. A direção da EasyJet classificou a greve como "oportunista", por coincidir com o movimentado fim de semana do feriado da Assunção de Nossa Senhora. "Cancelamos preventivamente cerca de 100 voos com saída da França neste sábado e domingo, para ajudar os passageiros a se organizarem antes da partida, oferecendo-lhes gratuitamente um lugar em outro voo", informou a empresa na sexta-feira. Dança das cadeiras: CEO da Gol deixa cargo para assumir Boeing na América Latina e Caribe A França é um mercado estratégico para a companhia aérea low cost, recentemente adquirida pelo fundo de private equity americano Apollo por US$ 7,7 bilhões. Em número de passageiros, é a segunda maior companhia aérea da França, atrás apenas da Air France. — Nossa principal reivindicação é a estabilidade das escalas. Em bases como a de Lyon, alguns tripulantes de cabine enfrentam entre 50 e 60 alterações de escala por semana — afirmou William Bourdon, representante do sindicato SNPNC-FO. — Quando se trata da vida pessoal ou dos cuidados com os filhos, é extremamente complicado se organizar, porque a maioria das mudanças ocorre em cima da hora, entre 24 e 48 horas antes da partida — acrescentou. Inovação: Companhias aéreas já usam IA para resolver gargalos em solo e definir benefícios a passageiros Os sindicatos da EasyJet França convocaram a greve para os dias 14 e 15 de agosto, após o fracasso das negociações com a direção sobre a melhoria das condições de trabalho. — A EasyJet funciona em rede — explicou Bourdon. Isso significa que, quando falta pessoal em um aeroporto, a empresa envia funcionários de outra base, que, por sua vez, também precisa ser substituída, criando um sistema de remanejamentos constantes. Entre a taça e o manche: Por que pilotos enfrentam regras severas sobre álcool O sindicalista citou o exemplo de uma comissária de bordo que, depois de planejar uma escala entre Lyon e Bordeaux, descobre um dia antes que terá de trabalhar durante quatro dias a partir do Porto, em Portugal. Em seguida, sua programação muda novamente, e ela passa a fazer uma sequência de voos entre Lyon, Nantes e Marrakech, no Marrocos. — Chega um momento em que isso se torna infernal — lamentou. A direção da empresa afirmou ter apresentado "propostas de ajustes" em resposta às reivindicações dos sindicatos e destacou que novas negociações estão previstas para setembro.
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EasyJet cancela cerca de cem voos na França devido à greve de tripulantes
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O Globo
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