A recente decisão de encerrar a BioWare e cancelar Mass Effect 5 continua a ser tema e com muita polémica. Antigos trabalhadores do estúdio revelaram, de forma anónima, que a nova direção da Electronic Arts pediu a retirada de conteúdos inclusivos e diversidade do jogo antes de fechar as portas do estúdio.
Segundo o jornalista Sylvain Trinel, que falou com vários funcionários depois do encerramento da BioWare, certos elementos focados na diversidade foram retirados das demonstrações apresentadas aos executivos da EA. Uma notícia do site francês BFM Tech refere que a administração pediu para remover uma bandeira semelhante à insígnia LGBTQIA+ de um vídeo de apresentação, com a justificação de não querer causar qualquer tipo de ofensa.
Um dos trabalhadores identificado como Arthur explicou que o cancelamento apanhou a equipa de surpresa. O desenvolvimento decorria com normalidade e havia até planos para lançar skins de Mass Effect em Battlefield 6, que acabaram retiradas dos ficheiros do jogo à última hora.
Alguns funcionários sentem que o objetivo da nova gestão foi apagar por completo a identidade e a história da produtora. O cancelado Mass Effect 5, conhecido internamente como "Universe", estava a ser criado de raiz no Unreal Engine e apontava para um lançamento no final de 2028.
A história ia decorrer 600 anos depois da trilogia original. O jogo ia deixar o comandante Shepard de fora e apresentar um novo protagonista ao lado de Liara T'Soni, num formato open world onde as escolhas dos jogos anteriores iam configurar o mundo da nova aventura.
Apesar do cancelamento e do fim do estúdio, os fãs continuam a lutar pelo regresso da icónica série de ficção científica. A petição #SaveMassEffect já ultrapassou as 273 mil assinaturas e conta com o apoio de vários atores de voz do projeto.
EuroGamer